
Luanda, 16 set 2026 (Lusa) — O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje que desembolsou cerca de 2,9 mil milhões de dólares em Angola, nos últimos dez anos, para apoiar os setores da energia, água, agricultura, saneamento, governação, juventude, empreendedorismo e inovação.
De acordo com o representante residente do BAD em Angola, Pietro Toigo, os 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) investidos no paÃs lusófono africano, representaram um crescimento exponencial na última década.
Os referidos investimentos “demonstram como o sistema multilateral e, em particular, o BAD podem constituir uma solução financeira viável para apoiar a estratégia de diversificação económica que Angola tem implementado”.
Este apoio “tem-se materializado em setores estratégicos como energia, agricultura, água e saneamento, governação, juventude e empreendedorismo, inovação e desenvolvimento do setor privado”, na cerimónia de lançamento do Relatório da Revisão da Eficácia do Desenvolvimento em Angola 2016-2025,
Por sua vez, o secretário de Estado para o Planeamento de Angola, LuÃs Epalanga, destacou a importância do relatório e da parceria com o BAD e concretizou que ao longo da década 1,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso à eletricidade, cerca de 550 mil pessoas tiveram acesso melhorado à água e quase 30 mil pessoas beneficiaram de melhores condições de saneamento.
Na agricultura, cerca de 50 mil agricultores adotaram tecnologias mais produtivas e resilientes à s alterações climáticas, “contribuindo para o aumento da capacidade produtiva, a segurança alimentar e a melhoria dos rendimentos das famÃlias rurais”, assinalou o governante.
LuÃs Epalanga afirmou que a parceria com o BAD tem igualmente contribuÃdo para o fortalecimento da capacidade do Estado e para a criação de um ambiente institucional mais favorável à transformação económica.
O representante do BAD considerou que o relatório oferece uma oportunidade para reconhecer o trabalho realizado ao longo deste perÃodo.
“É também uma celebração de uma parceria com Angola que continua a crescer e aprofundar-se”, notou, referindo que mais importante do que o volume de financiamento mobilizado e os valores desembolsados “são os resultados alcançados”.
Salientou que os investimentos, entre 2016 e 2025, resultaram em famÃlias com mais acesso à água, energia e saneamento, raparigas vulneráveis que beneficiaram de bolsas de estudo, agricultores com acesso a novas tecnologias e financiamento.
Toigo expressou igualmente desejo de continuar a melhorar a agilidade na implementação de projetos, reduzindo o tempo entre a aprovação e o primeiro desembolso, acelerando os processos de contratação e fortalecendo a capacidade de medir e comunicar resultados.
O representante do BAD reconheceu ainda a necessidade de se “acelerar o investimento no setor privado angolano”, assumindo que o investimento direto do banco neste setor “permaneceu relativamente limitado, por diversas razões estruturais e regulamentares”.
Recordou que, em julho passado, o BAD aprovou o primeiro investimento no setor privado não financeiro, dando nota que a instituição bancária dispõe de uma carteira de projetos em preparação no setor privado superior a mil milhões de dólares (866 milhões de euros) com potencial de aprovação nos próximos dois anos.
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