Daniel Ribas é o novo diretor do Batalha – Centro de Cinema

Porto, 15 set 2026 (Lusa) — O professor universitário e programador Daniel Ribas é o novo diretor artístico do Batalha – Centro de Cinema e da Filmaporto, iniciando funções em dezembro e sucedendo a Guilherme Blanc, revelou hoje à Lusa a empresa municipal Ágora.

“O professor, investigador, programador e curador de cinema foi o nome selecionado para liderar a Direção de Cinema e Imagem em Movimento, um dos polos de intervenção cultural do município do Porto, através da empresa municipal Ágora, que integra o Batalha Centro de Cinema e a Filmaporto. Daniel Ribas inicia funções em dezembro de 2026”, pode ler-se na nota hoje enviada à Lusa.

Ribas, nascido no Porto em 1978, sucede a Guilherme Blanc, cuja saída já era conhecida desde abril, quando a autarquia anunciou o lançamento de concurso público para nova direção, com um prazo de quatro anos, mais um período renovável de um a quatro anos.

Blanc cessa, então, funções no município do Porto e assume novas funções, na Fundação Calouste Gulbenkian, tendo ocupado este cargo desde 2021, um ano antes da reabertura do cinema.

“A escolha de Daniel Ribas é uma garantia para o futuro do Batalha e a excelência do seu projeto, que se vê assim renovado. De raízes portuenses, é um investigador e um programador muito respeitado, com fortes ligações ao setor do cinema, no plano nacional e internacional, e com interesses demonstrados na valorização do património cinematográfico”, afirmou o vereador com o pelouro da Cultura, Jorge Sobrado, citado na nota.

Em 2014, Daniel Ribas esteve na fundação do festival Porto/Post/Doc, de que integrou a direção artística entre 2016 e 2018 e em que é atualmente programador, tendo trabalhado no Curtas Vila do Conde entre 2010 e 2025.

Colaborava com o Batalha desde 2022, segundo o município, e ali programou nas secções Seleção Nacional e X-Novo, além da curadoria retrospetiva que este cinema dedicou a João Canijo.

Entre as orientações para os próximos anos, que estavam inscritas na abertura do processo concursal, estão o “incremento da oferta de programação de cinema para a infância e famílias” e o alargamento das atividades para o espaço público, a começar pela Praça da Batalha, onde está inserido o cinema que lhe leva o nome.

As parcerias com outras unidades municipais, as atividades de “valorização da história do cinema e do património fílmico do Porto” e o incremento de cooperação e internacionalização, assim como o “reforço das ações de acolhimento ou coprodução com festivais de cinema locais, nacionais ou internacionais” são as restantes medidas propostas ao candidato.

Além do Batalha, terá a seu cargo a direção do Filmaporto, uma estrutura municipal “dedicada ao desenvolvimento e promoção da atividade cinematográfica e audiovisual na cidade”.

Ao todo, o concurso recebeu 22 candidaturas, entre nomes nacionais e internacionais, desde que abriu, a 22 de junho, e teve como júri Joana Meneses Fernandes, vogal executiva da Ágora, o vice-presidente do Instituto do Cinema e do Audiovisual Manuel Claro e o cineasta e produtor Rodrigo Areias.

“Segundo o júri, a escolha de Daniel Ribas resulta da conjugação entre um percurso profissional consistente e a solidez e coerência da visão estratégica apresentada para o futuro do Batalha Centro de Cinema e da Filmaporto, alinhada com as prioridades definidas para esta direção”, acrescenta o município.

Um dos cinemas mais antigos e marcantes em Portugal, o Batalha esteve inativo anos a fio até ter sido arrendado, em 2017, à Câmara do Porto, que iniciou as obras de reabilitação até à abertura, em dezembro de 2022, com projeto de arquitetura de Sérgio Fernandez e Alexandre Alves Costa.

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