PR moçambicano apela à preservação da cultura como identidade nacional

Maputo, 13 set 2026 (Lusa) — O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, considerou hoje a cultura a base da identidade nacional, defendendo o investimento nas indústrias criativas para preservar o património cultural e promover o intercâmbio entre gerações da música moçambicana.

“É preciso preservarmos a nossa música, preservarmos os valores da nossa cultura e preservarmos, sobretudo, esta geração do ouro. Esta geração que, durante a época da proclamação da nossa independência nacional, como viram muito bem, fez parte da música moçambicana que animou o povo”, disse Chapo, durante um concerto denominado “Gratidão”, em Maputo.

No evento, que juntou no mesmo palco os músicos moçambicanos de antiga e nova geração, o chefe de Estado apelou para a preservação da cultura como forma de transmitir a história nacional às novas gerações.

“Um povo que não tem cultura não tem identidade. Daí que achamos que era extremamente importante marcarmos presença destes grandes homens, que eles chamam de senhores da música”, referiu, reiterando o compromisso de continuar a trabalhar para preservar, divulgar e ensinar a cultura moçambicana.

“Queremos investir sobretudo naquilo a que chamamos indústrias criativas para fazer com que a cultura e as artes sejam um ativo que gera recursos financeiros não só para os artistas, mas também para o país”, acrescentou Chapo, sustentando que esta dinâmica se estende ao setor do turismo, que considerou “extremamente importante” na região austral de África e no mundo.

Na intervenção, o Presidente voltou a defender a necessidade de expandir a Escola Nacional de Música para as regiões centro e norte do país, considerando a medida uma aposta acertada para garantir a formação artística e estimular a criatividade das novas gerações.

Em 22 de julho, Daniel Chapo já havia defendido a expansão da Escola Nacional de Música para aquelas regiões, sustentando que a formação artística deve combinar criatividade, preparação técnica e domínio das novas tecnologias.

O chefe de Estado considerou que a instituição desempenha um papel estratégico na profissionalização dos artistas moçambicanos e na valorização da cultura nacional.

Chapo afirmou que o Governo pretende alargar a presença da Escola Nacional de Música para fora de Maputo, à semelhança de outras instituições de ensino especializadas tuteladas pelo Ministério da Cultura e Turismo.

Daniel Chapo defendeu igualmente a adoção de medidas para reduzir o custo dos instrumentos musicais, apontando os impostos e outras taxas aduaneiras como fatores que encarecem a aquisição e limitam o acesso ao ensino especializado.

A Escola Nacional de Música iniciou o funcionamento em regime experimental em 1983 e foi oficialmente instituída em 8 de maio de 1991. Sediada em Maputo, a instituição é tutelada pelo Ministério da Cultura e Turismo e dedica-se à formação especializada de músicos e outros profissionais da área artística.

VIYS (EMYZ) // EJ

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