
Barcelos, Braga, 12 set 2026 (Lusa) — O treinador do Gil Vicente considerou hoje que o jogo frente ao Benfica, da sexta jornada da I Liga de futebol, será um teste à equipa, perante um adversário cujo “coletivo vale muito mais do que as individualidades”.
“É um desafio ótimo para nos colocar numa situação que nos obriga a dar respostas e a dar passos em frente, testando o nosso momento e a capacidade de jogar num campo difÃcil, com um adversário difÃcil e um público entusiasmado”, afirmou LuÃs Pinto, em conferência de imprensa.
Sobre o Benfica agora orientado por Marco Silva, o técnico destacou uma equipa que tem vindo a crescer ao longo dos 11 jogos já disputados esta temporada e com uma organização que considera forte nos diferentes momentos do jogo.
“É um Benfica forte, que preparámos como preparamos todos os outros jogos, com o objetivo claro de identificar aspetos onde os podemos ferir e pontos onde temos de estar o mais atentos e concentrados possÃvel, sempre com o intuito de criar condições para competir e vencer”, explicou.
Em comparação com a última temporada, o treinador do Gil Vicente identifica uma maior força coletiva no adversário, apesar da qualidade individual existente no plantel ‘encarnado’.
“É diferente no sentido em que há um sentimento mais coletivo na equipa do Benfica. As individualidades estão lá, mas estão ao serviço do coletivo, e nota-se essa força maior”, considerou.
Questionado especificamente sobre as recentes prestações dos benfiquistas Prestianni e Schjelderup, LuÃs Pinto recusou centrar a preparação do encontro nos dois jogadores.
“Não sinto que seja correto focar a nossa preparação apenas num jogador, quando enfrentamos uma equipa cujo coletivo vale muito mais do que as individualidades”, vincou.
Quanto ao Gil Vicente, o técnico mostrou-se “muito” satisfeito com a evolução da equipa, apesar de reconhecer oscilações, considerando que os gilistas conseguiram acrescentar algo em cada um dos quatro encontros já realizados.
“Há fases e momentos do jogo em que estamos de acordo com o que queremos, outros em que estamos um pouco mais baixos. Em todos os jogos fomos competentes, competitivos e conseguimos crescer algo em relação ao jogo anterior”, analisou.
LuÃs Pinto recuperou ainda a derrota caseira com o Académico de Viseu (1-0), que foi o primeiro desaire da época, na qual o Gil Vicente efetuou 33 remates e, segundo o treinador, entrou 47 vezes na área adversária, preferindo valorizar o processo que permitiu criar essas situações.
“Temos de nos focar no que nos levou a ter esses remates e a conseguir chegar tantas vezes, e com tanta qualidade, à área do adversário. Se nos focarmos nisso, acredito que o resultado acaba por acontecer”, sustentou.
Na Luz, porém, antecipa um encontro diferente, com menos oportunidades e perÃodos em que os gilistas terão de “saber defender com todos, com concentração e paciência”, sem abdicar dos momentos com bola.
“Se amanhã [domingo] fizermos 30 remates, ficarei muito feliz, mas muito surpreendido”, acrescentou.
O técnico confirmou que o médio espanhol Santi GarcÃa já está recuperado de lesão, mas não confirmou se será opção neste jogo no Estádio da Luz.
O Gil Vicente, sétimo classificado com sete pontos, mas menos uma partida, joga este domingo em casa do Benfica, segundo com 13, numa partida agendada para as 18:00, com arbitragem de João Gonçalves, da associação do Porto.
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