
São Filipe, Cabo Verde, 11 set 2026 (Lusa) — As famÃlias das 25 pessoas que morreram no acidente na ilha cabo-verdiana do Fogo vão receber 907 euros por cada vÃtima, além de cestas básicas, através de um apoio da autarquia local em parceria com o Governo.
“Já foram identificados e estão a ser processados nas contas os apoios monetários a cada famÃlia, no valor de 100 mil escudos (907 euros)”, afirmou o presidente da Câmara de São Filipe, NuÃas Silva, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o apoio é atribuÃdo em função do número de vÃtimas de cada famÃlia.
“Esses apoios não são por famÃlias, são por vÃtimas”, esclareceu o autarca, explicando que uma famÃlia com duas ou três vÃtimas receberá o apoio correspondente a cada uma.
Além do apoio financeiro, já foram distribuÃdas cestas básicas à s famÃlias e está a ser prestado acompanhamento psicológico através do gabinete de crise, em articulação com a Câmara Municipal e o Governo.
As pessoas transferidas para a cidade da Praia têm alojamento e refeições garantidos num espaço próximo do Hospital Agostinho Neto, onde continuam a receber acompanhamento.
A Câmara Municipal e o Governo estão também a preparar medidas para a recuperação das famÃlias afetadas, incluindo intervenções nas suas habitações e a criação de atividades geradoras de rendimento.
Segundo o autarca, os projetos deverão estar concluÃdos para serem implementados junto das famÃlias depois da missa do primeiro mês das vÃtimas, respeitando o perÃodo de luto.
Relativamente aos funerais, NuÃas Silva disse que todas as urnas já tinham sido adquiridas e que a Câmara isentou as famÃlias do pagamento das covas, que serão atribuÃdas a tÃtulo perpétuo.
A autarquia pretende ainda avançar com um projeto para a construção de túmulos em granito ou mármore, para preservar a memória das vÃtimas.
“Por mais que possamos intervir, não conseguimos resgatar a vida dessas pessoas, mas podemos ajudar a minimizar o sofrimento das pessoas que sobreviveram e lembrar a memória daqueles que partiram”, afirmou.
“Essa é a nossa missão: ajudar a mitigar o sofrimento daqueles que sobreviveram e das famÃlias que perderam os seus entes queridos e recordar a memória daqueles que faleceram”, concluiu.
O autarca considerou a sobrevivência de alguns passageiros um “verdadeiro milagre” e defendeu homenagens à s vÃtimas e aos envolvidos no resgate.
NuÃas Silva propôs ainda que 05 de setembro passe a ser uma data de reflexão sobre segurança e prevenção rodoviária e revelou que está a ser ponderado um monumento no local do acidente, com os nomes das vÃtimas, além de homenagens no cemitério onde foram sepultadas.
O acidente ocorreu no sábado, em Campanas de Cima, no concelho de Santa Catarina do Fogo, quando o autocarro saiu da estrada e caiu cerca de 50 metros por uma ravina.
Morreram 25 pessoas e 13 ficaram feridas.
A maioria das vÃtimas eram estudantes e jovens.
O Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional.
Equipas médicas, de emergência e de apoio psicológico foram deslocadas para a ilha do Fogo, enquanto prosseguem os trabalhos para determinar as circunstâncias do acidente.
A Estradas de Cabo Verde, empresa pública responsável pela gestão da rede rodoviária nacional, está no local para avaliar as condições da via.
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