
Hong Kong, China, 11 set 2026 (Lusa) — A seleção de futebol de Timor-Leste vai disputar em Hong Kong a segunda divisão da edição inaugural da Taça da ASEAN, entre 24 de setembro e 05 de outubro, anunciou a FIFA.
Num comunicado divulgado na quinta-feira, a FIFA disse que a equipa de Timor-Leste ficou no grupo B da segunda divisão, juntamente com Camboja e Myanmar (antiga Birmânia).
Timor-Leste irá começar por defrontar Myanmar, em 24 de setembro, no Estádio Mong Kok, antes de jogar com Camboja, em 30 de setembro, no Estádio Kai Tak, ambos na região chinesa.
O vencedor do grupo B irá depois defrontar, em 03 de outubro, na final, o primeiro classificado do grupo A, que é composto por Laos, Brunei e Hong Kong, uma das três seleções convidadas.
Timor-Leste ocupava o 201.º lugar no mais recente ranking da FIFA, divulgado em 20 de julho e composto por 210 seleções.
As outras duas convidadas do torneio, Bangladesh e Paquistão, irão disputar a primeira divisão da Taça ASEAN, cujas partidas estão marcadas para a capital da Indonésia, Jacarta, e para Bandung.
Bangladesh ficou no grupo A, juntamente com a equipa da casa, Malásia e Singapura, enquanto Paquistão calhou no grupo B, onde também estão Vietname, Tailândia e Filipinas.
Criada em 1967, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) é integrada pela Indonésia, Singapura, Tailândia, Malásia, Filipinas, Brunei Darussalam, Camboja, Laos, Myanmar e Vietname.
Timor-Leste aderiu à ASEAN em outubro de 2025, 14 anos depois de ter apresentado o pedido de admissão, e assume em 2029 a presidência da organização.
No comunicado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse que o torneio quer criar “oportunidades competitivas significativas” e dar aos jogadores “a hipótese de representarem os seus países em rivalidades regionais de alta intensidade”.
“O torneio irá fortalecer os laços futebolísticos em todo o Sudeste Asiático, ao mesmo tempo que proporcionará momentos inesquecíveis e uma experiência internacional fantástica para os adeptos de toda a região”, garantiu Infantino.
O presidente da FIFA tem sido contestado após ter apresentado um plano — entretanto retirado — para permitir a investidores privados até 20% nas competições mundiais de futebol.
As confederações da Europa, Ásia e América do Norte, Central e Caraíbas acusaram Infantino de ter abandonado o seu dever, ao colocar-se “acima do coletivo que lhe confiou autoridade”.
Apesar disso, Infantino, que lidera a FIFA desde 2016, confirmou no domingo que vai procurar a reeleição nas eleições de 18 de março de 2027, mantendo-se como o único candidato declarado até ao momento.
No final de agosto, Aleksander Ceferin, líder da confederação europeia de futebol, a UEFA, afirmou que não vai candidatar-se à presidência da FIFA, mas apelou à demissão de Gianni Infantino.
VQ (AJC/) // APL
Lusa/fim



