
Paris, 11 set 2026 (Lusa) – Líderes europeus prestaram hoje homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, pedindo uma aliança em defesa dos valores democráticos e do modo de vida ocidental face ao terrorismo.
O Presidente de França, Emmanuel Macron, declarou, numa mensagem, que o atentado realizado pela Al-Qaida há 25 anos “permanece gravado na memória do mundo”.
“Não esquecemos nem as vidas ceifadas, nem a coragem daqueles que arriscaram tudo para prestar auxílio. Às vítimas, às famílias e ao povo norte-americano, expresso a homenagem da França e a sua fraternidade”, declarou Macron.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, lembrou, num tom mais político, que o ataque de 11 de setembro “não atingiu apenas o coração dos Estados Unidos, mas de todo o mundo livre”.
“Um mundo livre que se soube unir e manter-se firme na consciência do que representa”, afirmou, sublinhando que “a democracia e a segurança não são conquistas garantidas” e que são “pilares da nossa civilização” que precisam de ser preservados.
“O mundo mudou há 25 anos”, afirmou o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
“Neste dia profundamente doloroso para os Estados Unidos e para todos os países que prezam e defendem a liberdade, recordamos as muitas vítimas, incluindo cidadãos portugueses, que perderam a vida no 11 de setembro”, disse, destacando a força dos “valores” e a “importância” das alianças.
O primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, recordou a comoção vivida durante os ataques contra as Torres Gémeas e o Pentágono.
“O mundo ficou chocado e nunca mais seria o mesmo. Hoje recordamos as vítimas deste horrível atentado”, disse Jetten, insistindo que os Países Baixos continuam ao lado dos seus aliados “em defesa da nossa segurança, da nossa sociedade livre e da nossa democracia aberta”.
“O terror nunca deve vencer”, apontou o primeiro-ministro neerlandês.
O Presidente da Roménia, Nicusor Dan, referiu-se ao atentado de 11 de setembro como uma “tragédia inimaginável” que, no entanto, evidenciou “o espírito corajoso, forte e visionário” dos Estados Unidos.
“Mostraram como uma comunidade de nações se une para preservar um modo de vida e os ideais da civilização. Quando os Estados Unidos convocaram os seus aliados e parceiros para a luta contra o terrorismo, a Roménia respondeu rapidamente e sem hesitações”, afirmou, reiterando o compromisso com a defesa da liberdade e dos valores partilhados “por um mundo livre do jugo do terrorismo e do extremismo”.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, homenageou as vítimas “cujas vidas foram ceifadas” nos ataques de 11 de setembro e destacou o papel da Suécia como “amiga e aliada dos Estados Unidos”.
“A Suécia une-se ao povo norte-americano na memória, prestando homenagem a todas as pessoas afetadas por esta tragédia”, afirmou.
O seu homólogo da Bélgica, Bart de Wever, enviou uma mensagem de homenagem às vítimas dos atentados terroristas.
“Nunca esqueceremos. Que a liberdade e a democracia prevaleçam sempre sobre o terror e a barbárie”, enfatizou De Wever.
Já o chanceler da Áustria, Christian Stocker, salientou que o país se “compromete com uma política de tolerância zero em relação ao terrorismo e ao extremismo, em todas as suas formas e independentemente da orientação ideológica ou religiosa de onde venham”, depois de reconhecer que o 11 de setembro representou um ponto de viragem na história mundial.
“Quem não respeitar os valores fundamentais da nossa sociedade aberta e pluralista deverá enfrentar todas as consequências do estado de direito”, declarou Stocker.
Segundo o chanceler austríaco, tal como naquela época, “estamos firmemente ao lado de todos aqueles que lutam pela liberdade, pelo estado de direito e pela convivência pacífica”.
Os Estados Unidos assinalam hoje um quarto de século desde os ataques do 11 de setembro, que provocaram 2.977 mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes, e constituíram o mais mortífero atentado terrorista cometido em território norte-americano.
Os ataques foram conduzidos pelo grupo terrorista Al-Qaida.
Dois aviões sequestrados atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono (sede do Departamento de Defesa) nos arredores de Washington.
Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca, despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.
Os atentados desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.
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