11 Set/25 Anos: EUA recordam hoje o mais mortífero ataque terrorista no país

Nova Iorque, Estados Unidos, 11 set 2026 (Lusa) – Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.

Cerimónias vão decorrer nos locais atingidos pelos quatro aviões comerciais de passageiros que foram sequestrados por terroristas da rede terrorista Al-Qaida em 2001: no ‘Ground Zero’, em Nova Iorque, onde se encontravam as Torres Gémeas do World Trade Center, no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), nos arredores de Washington, e em Shanksville, na Pensilvânia.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, marca presença nas cerimónias no Pentágono, enquanto o vice-presidente, JD Vance, estará em Nova Iorque, na zona do ‘Ground Zero’, como ficou conhecido o local dos ataques e onde hoje fica o museu e o memorial do 11 de Setembro. Autoridades governamentais também estarão em Shanksville, onde se despenhou um dos aviões sequestrados.

Nas Nações Unidas, em Nova Iorque, está agendado um debate no Conselho de Segurança sobre a luta contra o terrorismo e na sede da NATO, em Bruxelas, está prevista uma cerimónia com a presença dos representantes permanentes dos países da Aliança Atlântica, bem como de membros da comunidade diplomática, militar e internacional da organização.

Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.

Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.

A par das vítimas mortais registadas naquele dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas morreram devido a doenças ligadas à exposição dos efeitos dos ataques.

Esta semana, o atual presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que mostram, segundo o autarca democrata, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar na sequência dos ataques.

Em agosto, um juiz militar dos Estados Unidos decidiu que Khalid Sheikh Mohammed, autoproclamado mentor dos ataques terroristas do 11 de Setembro, começará a ser julgado a 05 de junho de 2028.

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