
Washington, 10 set 2026 (Lusa) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje que Angola deve adotar uma “consolidação orçamental proativa”, alertando que abrandou a implementação de reformas para fomentar o investimento estrangeiro, reduzir a dependência do petróleo e acelerar a diversificação económica.
“Um ambiente externo favorável contribuiu para uma posição externa mais sólida e para o crescimento da atividade não petrolÃfera, para um melhor acesso aos mercados e para a descida da inflação; ao mesmo tempo, porém, abrandou o ajustamento macroeconómico e o Ãmpeto das reformas, fundamentais para reduzir a dependência do petróleo e as vulnerabilidades de Angola”, escrevem os economistas do FMI na avaliação feita ao paÃs no seguimento do programa de ajustamento financeiro, que terminou em 2021.
“Manter a estabilidade macroeconómica e os ganhos de produtividade, conquistados com tanto esforço, neste mundo propenso a choques, exigirá uma consolidação orçamental proativa, uma polÃtica monetária prudente e flexibilidade cambial”, salienta o FMI, numa nota assinada pela lÃder da equipa técnica que visitou o paÃs africano lusófono entre 24 de agosto e 06 de setembro, Mika Saito.
Na nota divulgada hoje em Washington, o FMI reconhece que o “ambiente externo favorável” proporcionou uma posição externa mais sólida e “o fortalecimento da atividade não petrolÃfera, um melhor acesso aos mercados e a descida da inflação”, que em julho pelo segundo mês consecutivo ficou abaixo dos dois dÃgitos.
Ainda assim, Saito alerta que “novas reformas estruturais para melhorar o ambiente empresarial, reforçar a governação, atrair investimento estrangeiro e diversificar a economia serão importantes para o crescimento sustentável”.
A visita do FMI a Angola insere-se na Avaliação Pós-Financiamento (PFA), um instrumento para avaliar a evolução macroeconómico dos paÃses que receberam ajuda financeira do FMI nos anos anteriores, e dá conta das polÃticas dos membros, da coerência do quadro macroeconómico com o objetivo de viabilidade a médio prazo e das implicações para a capacidade do membro de reembolsar os empréstimos feitos pelo Fundo.
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