Governo moçambicano quer alfabetização como instrumento de cidadania ativa

Maputo, 08 set 2026 (Lusa) — A ministra moçambicana da Educação e Cultura defendeu hoje que a alfabetização deve ser encarada como uma estratégia de promoção da cidadania ativa e do desenvolvimento económico e social, sobretudo junto das populações das zonas rurais.

Falando em Maputo durante as celebrações do Dia Mundial da Alfabetização, Samaria Tovela afirmou que os programas de alfabetização de adultos devem ir além do ensino da leitura e da escrita, incorporando competências práticas para responder aos desafios do quotidiano.

“A alfabetização não deve ser vista apenas como um direito básico, mas como um verdadeiro instrumento de libertação individual e coletiva, capaz de abrir caminhos para a autonomia, a cidadania plena e o desenvolvimento social e económico”, declarou.

Segundo a governante, a alfabetização constitui “a arma mais poderosa” do país para promover o bem-estar coletivo e reforçar a participação dos cidadãos na vida económica, social e política.

No presente ano letivo, o Ministério da Educação e Cultura tem a funcionar 4.552 centros de alfabetização em todo o país, mas a ministra considerou que o principal desafio passa por tornar o ensino mais útil e transformador para os beneficiários.

Para esse efeito, o Governo introduziu nos programas disciplinas como agropecuária, costura, gestão de pequenos negócios, noções de saúde primária e nutrição.

“Para além da leitura e escrita, as nossas irmãs e os nossos irmãos devem poder responder efetivamente aos desafios da vida quotidiana, que requerem o saber-fazer, tornando o processo de alfabetização e educação de adultos mais útil e transformador”, afirmou.

A ministra reconheceu, contudo, a existência de desafios no setor, apontando preocupações relacionadas com a disponibilização de material didático e o pagamento atempado dos subsídios aos alfabetizadores.

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