
Lisboa, 03 set 2026 (Lusa) – A rota aérea entre Lisboa e São Tomé, prevista para sábado passado, sofreu um adiamento de cinco dias devido a um problema técnico que exigiu equipamento que estava indisponÃvel no arquipélago, explicaram hoje as companhias aéreas à Lusa.
De acordo com a informação consultada pela Lusa no ‘site’ da STP Airways, estava previsto que o voo, operado pela companhia EuroAtlantic, partisse de Lisboa pelas 00:05 e chegasse ao arquipélago pelas 05:15. Já o voo de regresso tinha a partida prevista pelas 07:10 do mesmo dia, com chegada pelas 14:30.
“O atraso que afetou o voo 8F507 foi causado por um problema técnico que exigiu a disponibilização de equipamento adicional em São Tomé. Infelizmente, o equipamento necessário não estava disponÃvel na ilha, o que impossibilitou a realização do voo conforme inicialmente previsto”, explicaram as companhias aéreas, numa resposta enviada por escrito à Lusa.
Concretamente, “a resolução do problema exigiu materiais especÃficos e apoio de prestadores de serviços terceiros, sujeitos à respetiva disponibilidade e prazos de fornecimento. Consequentemente, foi necessário mais tempo para concluir as ações necessárias antes de a operação poder ser retomada”.
Os voos foram operados esta quarta-feira e as companhias declararam não prever “que ocorram mais problemas relacionados com esta situação”.
“GostarÃamos também de esclarecer que todos os processos operacionais e de assistência em terra decorreram normalmente”, garantiram.
No entanto, segundo o relato dado à Lusa por telefone por uma passageira portuguesa que esteve retida em São Tomé, Rita Pires, as companhias aéreas não contactaram diretamente os passageiros e estes ficaram a saber do adiamento pela receção do próprio hotel.
“Nós não nos chegámos a dirigir ao aeroporto porque o hotel onde nós estávamos hospedados recebeu a informação da companhia aérea (…). Portanto, essa informação não nos foi prestada a nós diretamente, foi ao hotel – e imagino que a STP [Airways] tenha feito isso noutros hotéis – mas a partir daà a informação começou a ser cada vez mais escassa, não havia previsão de quando é que o avião nos ia buscar, nem que teria sido, ou que era, uma falha técnica”, declarou.
Também a Rádio Somos Todos Primos (RSTP), de São Tomé e PrÃncipe, noticiou que, apesar de os passageiros terem ficado alojados em hotéis em Lisboa, desde sábado, a situação gerou alguns protestos entre os viajantes, que denunciaram problemas relacionados com o alojamento.
As companhias aéreas, por fim, pediram “desculpa pela perturbação e pelos inconvenientes causados aos passageiros”.
A Lusa pediu informações concretas sobre quantos passageiros foram prejudicados, mas as companhias aéreas escusaram-se a dar mais informações.
Segundo Rita Pires, que aterrou em Lisboa hoje perto das 09:00, ficaram cerca de 15 portugueses retidos na ilha até à retoma dos voos da STP Airways, mas, segundo a mesma fonte, pelo menos sete portugueses regressaram mais cedo, num voo operado pela TAP sem custos adicionais.
“Eu sei que houve pelo menos um casal e mais um grupo de cinco – não sei se foi a STP [Airways] que o fez ou não – que foram colocados em voo TAP e eles vieram mais cedo, mas as outras pessoas não. Não percebi qual foi o critério”, frisou, referindo que estas pessoas não pagaram pelo voo da companhia aérea portuguesa.
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