
Damasco, 28 ago 2026 (Lusa) — O exército de Israel voltou a invadir o território da SÃria, avançando pela provÃncia de Quneitra, e disparando dois projéteis contra uma zona situada a 50 quilómetros da capital Damasco.
De acordo com a emissora sÃria Al Ikhbariya, uma caravana de seis veÃculos das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) partiu de uma base na zona montanhosa de Tel al-Ahmar, em Quneitra, local frequente de operações e patrulhas israelitas.
As tropas israelitas terão avançado até à aldeia de Bariqa, situada a cerca de 30 quilómetros a sul e dispararam dois projéteis que caÃram entre Tel al-Ahmar e a cidade de Beit Yinn, situada numa zona rural a sul de Damasco, a cerca de 50 quilómetros da capital.
A informação foi corroborada pela emissora estatal sÃria SANA, que situou o ataque na colina de Tal Bat al-Warda, nas encostas do Monte Hermon — sob controlo israelita desde a queda do ex-presidente sÃrio Bashar al-Assad.
No entanto, ambos os projéteis terão caÃdo em terrenos agrÃcolas sem provocar feridos.
Na terça-feira, a SÃria pediu à comunidade internacional que tome “as medidas necessárias” para Israel cessar as suas “repetidas violações” na SÃria, onde mantém posições militares desde a queda de al-Assad, no final de 2024.
Num comunicado, a diplomacia de Damasco condenou a “entrada ilegal” do ministro da Defesa israelita no sul do LÃbano, onde visitou tropas estacionadas na região.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros sÃrio criticou “a passagem das fronteiras internacionais da SÃria” por parte de Israel Katz, “em flagrante violação da soberania e integridade territorial do paÃs”.
O ministro da Defesa israelita visitou as tropas estacionadas no paÃs vizinho, reiterando a determinação de manter forças na região enquanto persistirem ameaças à segurança de Israel.
A visita de Israel Katz aconteceu poucos dias depois de o comandante do exército, Eyal Zamir, se ter deslocado também à região e uma semana após o bombardeamento israelita contra a base aérea de Abu Duhur, no noroeste da SÃria.
Israel alega que uma comitiva turca esteve presente naquela base e que o ataque teve como objetivo enviar um aviso sobre o reforço militar de Ancara na SÃria.
A Turquia negou qualquer presença no local e indicou que não vai abdicar de apoiar as autoridades de Damasco, com as quais tem mantido projetos de cooperação militar.
Israel lançou centenas de ataques aéreos durante as operações de uma coligação rebelde que em dezembro de 2024 derrubou Bashar al-Assad, visando alvos das forças regulares afetas ao regime sÃrio.
Em simultâneo, estacionou tropas no sul da SÃria, numa zona tampão sob supervisão da ONU junto dos Montes Golã, ocupados por Israel desde 1967.
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