
Lisboa, 26 ago 2026 (Lusa) — O Ministério da Saúde e o INEM reúnem-se hoje com Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) para clarificar as questões que estão na base da greve de dois dias agendada para setembro.
O encontro entre as três entidades está agendado para as 14:00 no Ministério da Saúde, com o presidente do sindicato, Rui Lázaro, a admitir à Lusa que a paralisação marcada para 14 e 28 de setembro possa ser desconvocada, se as suas reivindicações forem aceites pelo Governo.
Em 13 de agosto, o STEPH anunciou dois dias de greve no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contra medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo presidido por LuÃs Cabral, num processo que tem levado ao extremar de posições entre as duas partes nas últimas semanas.
Nessa altura, em entrevista à RTP Antena 1, LuÃs Cabral admitiu que o sindicato tinha “intenções partidárias ocultas” neste processo, com Rui Lázaro a responder com o anúncio de uma queixa-crime contra o presidente do instituto.
Em concreto, o sindicato pretende que o INEM desista de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veÃculos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargue a rede de ambulâncias de emergência até final de 2027, entre outras reivindicações.
O STEPH considera que a reorganização de meios representa uma diminuição da capacidade de resposta às populações, comprometendo a prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, uma redução que o INEM desmente.
“Achamos que seria de todo conveniente ter uma reunião para clarificar alguns destes assuntos, que criam alguma instabilidade, criam algum receio na população portuguesa, sem fundamento, porque como temos vindo sempre a dizer, não há qualquer tipo de redução de meios do dispositivo pré-hospitalar, antes pelo contrário, queremos fazer um reforço desse dispositivo”, salientou LuÃs Cabral à Lusa em 18 de agosto.
Aquando do anúncio da greve, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, mostrou-se surpreendida com a marcação do protesto, mas disse ter esperança de que o sindicato repensasse a sua posição.
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