
Lisboa, 05 ago 2026 (Lusa) – A IL pediu hoje uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, LuÃs Neves, do proprietário da Construbarcelos, João Carvalho, e do diretor nacional da PolÃcia Judiciária, Carlos Cabreiro, bem como da atual e anterior ministras da Justiça.
Este pedido foi formalizado hoje pelo Grupo Parlamentar da IL num requerimento dirigido à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a social-democrata Paula Cardoso.
Neste requerimento o partido não define qualquer data, pedindo apenas urgência nestas audições, mas fonte da bancada liberal indicou à Lusa que o objetivo é que estas se realizem logo após o reinÃcio dos trabalhos parlamentares depois das férias, em setembro.
A IL justifica este pedido com o “alarme social e a ausência de esclarecimentos cabais e definitivos” sobre as polémicas a envolver os mandatos do atual ministro da Administração Interna, LuÃs Neves, à frente da PolÃcia Judiciária (PJ).
“Em causa está, nomeadamente, o esclarecimento sobre as condições em que um prestador de serviços da própria PolÃcia Judiciária acabou igualmente a executar obras em propriedades privadas do então Diretor Nacional da instituição e as circunstâncias em que uma quantidade relevante de produtos quÃmicos precursores de drogas previamente apreendidas foram entregues a esse mesmo prestador de serviços”, escreve o partido.
Os liberais consideram que “estas questões não foram até à data cabalmente esclarecidas” e que “a recente conferência de imprensa do Diretor Nacional da PolÃcia Judiciária à data, Dr. Luis Neves” ficou “longe de esclarecer estas questões” e “adensou a inquietação pública relativamente ao rigor dos procedimentos adotados pela instituição”.
Por isso, a IL pede a audição do ministro LuÃs Neves (identificado no requerimento apenas como antigo diretor nacional da PJ), do seu sucessor à frente da PJ, Carlos Cabreiro, e de João Carvalho, proprietário da Construbarcelos, empresa no centro da polémica.
A Construbarcelos fez obras para a PJ quando LuÃs Neves era diretor nacional e também na propriedade familiar do ministro em Odemira. A empresa esteve também envolvida na polémica por ter sido encontrado nas suas instalações um atrelado com bidões de quÃmicos apreendido num processo de tráfico de droga.
Os liberais pedem também que vá ao Parlamento a atual ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, bem como a sua antecessora Catarina Sarmento e Castro, do último Governo do PS.
A IL tem sido bastante crÃtica do ministro LuÃs Neves, tendo a lÃder do partido, Mariana Leitão, afirmado na segunda-feira, após uma audiência em Belém com o Presidente da República, que as polémicas que envolvem o passado do ministro LuÃs Neves à frente PJ têm contribuÃdo para um “degradar das instituições” e que o governante “não tem adequação para o cargo que ocupa.
A presidente da IL pediu a António José Seguro que “através da sua magistratura de influência, garanta que este contÃnuo degradar das instituições é estancado e que conseguimos garantir a defesa e a salvaguarda do nosso sistema democrático”.
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