
Sines, Setúbal, 04 ago 2026 (Lusa) — A PolÃcia Judiciária (PJ) está hoje a efetuar buscas num navio porta-contentores atracado no Porto de Sines, no distrito de Setúbal, por suspeitas de tráfico de droga, indicou fonte desta força policial.
Contactada pela agência Lusa, fonte da PJ disse que estão a ser feitas “diligências, que incluem buscas, num porta-contentores no Porto de Sines”, por suspeitas de a embarcação “conter droga”.
Cerca das 14:30 a operação ainda estava em curso, disse a mesma fonte, estimando que as diligências se prolonguem por mais algumas horas e remetendo outros esclarecimentos para mais tarde.
Uma outra fonte conhecedora do processo contactada pela Lusa disse que o navio foi arrestado e atracou no Porto de Sines por volta das 04:30.
A Lusa constatou no local que o navio em causa encontra-se atracado no Terminal Multiúsos deste porto alentejano, destinado ao carregamento e descarregamento de granéis sólidos e carga geral.
A estação televisiva SIC noticiou hoje que a PJ arrestou durante a madrugada um navio porta-contentores “carregado com cocaÃna para o Porto de Sines”, no qual iniciou buscas durante a manhã.
“O navio de grandes dimensões ‘Maersk Nokwanda’ navegava sob a bandeira de Hong Kong”, pode ler-se na notÃcia publicada na página de Internet da SIC.
Segundo o canal, “ainda não se sabe qual a quantidade de droga apreendida, como é que esta droga foi transportada, de onde vinha ou se existiam detidos”.
A RTP noticiou que a PJ apreendeu “toneladas de cocaÃna que eram transportadas por navio ao largo de Sines”.
“A PJ está a descarregar toneladas de cocaÃna que estavam a ser transportadas por um navio ao largo de Sines. O navio preparava-se para transferir a cocaÃna para outras embarcações quando foi abordado pelas autoridades portuguesas”, noticiou a estação televisiva.
De acordo com a RTP, a operação “envolve a Força Aérea, a Marinha e a PJ”, estando previsto que as autoridades deem uma conferência de imprensa sobre a ação policial.
De acordo com a aplicação Vessel Finder, o último porto onde este navio esteve atracado, antes do de Sines, foi o de Colón, no Panamá.
A Lusa contactou a Capitania de Sines e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) sobre a operação, mas ambas remeteram para a PJ eventuais esclarecimentos.
“A APS não tem qualquer declaração a prestar sobre o processo, qualquer esclarecimento deverá ser solicitado à PolÃcia Judiciária”, limitou-se a dizer, por escrito, a administração portuária.
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