Sobe para nove número de mortos em Kiev devido ataque russo com mísseis balísticos

Kiev, 01 jul 2026 (Lusa) – Um ataque russo com mísseis balísticos contra Kiev durante esta noite causou nove mortos, anunciaram os serviços de emergência ucranianos esta madrugada, revendo em alta o balanço anterior de quatro mortos.

“Nove pessoas foram mortas e outras 23 ficaram feridas na sequência de um ataque russo com mísseis balísticos”, escreveram os serviços de emergência da Ucrânia na rede de mensagens Telegram.

Num balanço anterior, o presidente de câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, tinha avançado com “informações preliminares”, segundo as quais três pessoas tinham sido mortas, e logo em seguida a administração militar de Kiev reviu o balanço para quatro mortos.

Tammém o número de feridos no balanço anterior era de 15, subindo agora mais 8, entre os quais, pelo menos dois menores, segundo Klitschko no primeiro balanço, que citou os serviços médicos, e apelou aos habitantes para que permanecessem nos abrigos.

Segundo a administração militar de Kiev, “na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev”.

“A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Exortamos todos a permanecerem nos abrigos até que o alerta aéreo seja levantado”, precisou ainda a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis membros de uma mesma família, perto de Kryvyi Rig. Outras duas pessoas morreram em bombardeamentos em Kiev e em Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.

A escassez de mísseis intercetores PAC-3, necessários para estes sistemas, agravou-se desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em fevereiro, mas a Ucrânia espera poder produzi-los no seu território, após ter recebido a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou no início da semana a Casa Branca para tratar do assunto, mas esta sexta-feira, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump disse que “gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk” para em seguida acrescentar que nada estava ainda decidido.

“Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las”, disse Trump, garantindo: “Ainda não demos o nosso consentimento. Estamos a discutir o assunto”.

No dia anterior, o inquilino da Casa Branca tinha declarado ao Financial Times que “não tinha a certeza” de dar ‘luz verde’ a Kiev para a produção dos intercetores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.

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