Novo ataque russo com mísseis balísticos em Kiev faz pelo menos 4 mortos

Kiev, 01 jul 2026 (Lusa) – Pelo menos quatro pessoas foram mortas e outras 15 ficaram feridas em Kiev, na noite de sexta-feira para hoje, durante um ataque russo com mísseis balísticos, anunciaram as autoridades de Kiev.

“De acordo com informações preliminares, três pessoas foram mortas na capital”, escreveu o presidente da câmara, Vitali Klitschko, na rede de mensagens Telegram, pouco antes da administração militar de Kiev rever o balanço para quatro mortos, numa mensagem na mesma plataforma.

“Há 15 feridos na capital”, dos quais pelo menos dois menores, anunciou Klitschko, citando os serviços médicos, e apelando aos habitantes para que permanecessem nos abrigos.

Segundo a administração militar de Kiev, “na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev”.

“A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Exortamos todos a permanecerem nos abrigos até que o alerta aéreo seja levantado”, precisou ainda a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis membros de uma mesma família, perto de Kryvyi Rig. Outras duas pessoas morreram em bombardeamentos em Kiev e em Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.

A escassez de mísseis interceptores PAC-3, necessários para estes sistemas, agravou-se desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em fevereiro, mas a Ucrânia espera poder produzi-los no seu território, após ter recebido a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou no início da semana a Casa Branca para tratar do assunto, mas esta sexta-feira, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump disse que “gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk” para em seguida acrescentar que nada estava ainda decidido.

“Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las”, disse Trump, garantindo: “Ainda não demos o nosso consentimento. Estamos a discutir o assunto”.

No dia anterior, o inquilino da Casa Branca tinha declarado ao Financial Times que “não tinha a certeza” de dar ‘luz verde’ a Kiev para a produção dos interceptores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.

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