Maior produtora de lítio de África passa a usar Maputo para exportar metal

Maputo, 22 jul 2026 (Lusa) — O Zimbabué, um dos maiores produtores de lítio de África, passou a exportar aquele metal através do Porto de Maputo, em Moçambique, para reduzir custos e garantir o desenvolvimento económico do país, anunciou hoje a ferroviária zimbabueana.

A nova rota, a exportar concentrado de lítio via Maputo, resulta de uma parceria entre a National Railways of Zimbabwe (NZR) e a Beitbridge Bulawayo Railway (BBR), indica a ferroviária zimbabueana numa nota consultada pela Lusa.

“O primeiro comboio, que transportava 1.000 toneladas de concentrado de lítio, partiu ontem [terça-feira] do desvio de West Nicholson da BBR, recentemente colocado em funcionamento”, lê-se.

Segundo a ferroviária daquele país africano, o maior produtor e detentor das maiores reservas de lítio de África, a BBR fará o transporte do produto ao longo de 180 quilómetros de Gwanda, onde se localiza a mina de lítio, até Beitbridge e, neste último ponto, a NZR assumirá a carga, percorrendo mais 300 quilómetros até Chicualacuala, no sul de Moçambique.

“A NRZ está totalmente empenhada em garantir o cumprimento do seu papel como transportadora de mercadorias a granel, assegurando assim que o desenvolvimento económico contínuo do país não abrande”, conclui-se.

Fonte dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) confirmou hoje à Lusa a entrada do primeiro comboio de lítio zimbabueano no país, referindo que a empresa mantém contactos “com os donos da carga”. 

Os CFM também operam mais de 230 quilómetros de linha férrea no Zimbabué, no transporte de carga em dois corredores, em resultado de acordos com a NRZ.

A empresa moçambicana explicou, em abril, que o entendimento envolve o corredor sul, entre Chicualacuala e Rutenga, numa extensão de 148 quilómetros, e o corredor centro, entre Machipanda e Nyazura, totalizando 84 quilómetros.

 

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