Mind da Gap, Sam The Kid e Vhils juntam-se em setembro no Festival Iminente em Lisboa

Lisboa, 22 jul 2026 (Lusa) — Mind da Gap, Allen Halloween, Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra, Garota Não, Mão Morta e Capicua são alguns dos nomes que vão atuar no Festival Iminente, em setembro, na antiga Escola Afonso Domingues, em Lisboa.

O festival de música e arte urbana cumpre dez anos de 17 a 20 de setembro, e o programa hoje anunciado apresenta “mais de cem atuações, instalações e exposições de artistas nacionais e internacionais”, combinando concertos, artes visuais, instalações, performances, conversas e e gastronomia.

Entre os nomes anunciados para os concertos está o rapper e produtor Sam The Kid, com Orquestra e Orelha Negra, para apresentar o álbum “Beats Vol.1: Amor”, os Mind de Gap, Micro e os Mão Morta com o acordeonista João Barradas e a artista visual Mariana Vilanova.

A eles juntam-se ainda Dino d’Santiago, que vai estrear o álbum “Aye”, “fruto de tre^s anos de gravac¸o~es e viagens ao Brasil”, Batida, Lena d’Água, La Familia Gitana, Gisela João, Dj Marfox e Dj Nigga Fox ou Ana Lua Caiano, entre outros.

Destaque ainda para a estreia do projeto UN!DD, que junta artistas “de matriz cabo-verdiana feita nos arredores de Lisboa”, com Aca´cia Maior, Cachupa Psicade´lica, Fidju Kitxora, Pre´tu e Scu´ru Fitchadu.

Na antiga Escola Afonso Domingues, vão estar presentes vários nomes da arte urbana, entre os quais Vhils, maismenos, de Miguel Januário, Akacorleone, Athanasios Kanakis, OBEY SKTR, Pedrita, Tamara Alves ou Wasted Rita.

O Festival Iminente foi criado em 2016 por Alexandre Farto (Vhils), já aconteceu em vários locais da cidade, afirmando-se “como uma das principais plataformas de cultura urbana contemporânea ligadas a Lisboa”, sublinhou a organização.

A escola, que acolhe o festival este ano e também em 2027, foi oficialmente extinta em 2010, porque está situada no caminho do projeto da Terceira Travessia sobre o Tejo, entre Chelas e Barreiro, que permitiria a passagem do comboio de alta velocidade.

Com o passar dos anos, o espaço foi sendo ocupado por pessoas em situação de sem-abrigo, embora não tenha condições de habitabilidade.

A 16 de julho, a organização do Iminente revelou que atualmente viviam no espaço seis pessoas, a quem a autarquia de Lisboa fez uma proposta de habitação.

Segundo a organização, trata-se de “unidades habitacionais individuais e dignas, num primeiro passo para o programa ‘housing first’, ou seja, até terem a sua casa definitiva com condições que o edifício da escola nunca teve”.

O “housing fisrt” é um modelo de intervenção social que passa pela atribuição de uma habitação permanente a uma pessoa que viva em situação de sem-abrigo, sem contrapartidas, como por exemplo a obrigação de reabilitação ou tratamento de adições.

Num esclarecimento enviado à Lusa, a Câmara Municipal de Lisboa assegurou que “acompanha de forma continuada” o caso de quem permanece a dormir na antiga Escola Afonso Domingues, no âmbito da estratégia municipal para as pessoas em situação de sem-abrigo, referindo que “cada pessoa é acompanhada de forma individualizada”.

Na altura, o festival sublinhou que “tem sido prioridade máxima encontrar um lugar digno” para as pessoas, recordando: “As questões da habitação, da marginalização e do abandono urbano são questões que sempre discutimos no festival e fora dele, e que continuaremos a discutir com militância”.

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