Queda da Felicidade no Canadá por Redes e Rotina

Foto: Envato

O Canadá registou uma descida preocupante no Índice Mundial da Felicidade, ocupando agora a 25.ª posição, a pior classificação de sempre. Há pouco mais de uma década, o país figurava entre os cinco mais felizes do mundo.

O estudo, conduzido pelo Wellbeing Research Centre, analisou o bem-estar das populações em mais de 130 países e destaca que o uso crescente das redes sociais pode contribuir para a diminuição da satisfação com a vida, sobretudo entre os jovens.

Dados indicam que atividades online como comunicação, aprendizagem ou criação de conteúdos estão associadas a níveis mais elevados de felicidade. Por outro lado, o uso intensivo de redes sociais, jogos e navegação de entretenimento tende a correlacionar-se com avaliações mais baixas da qualidade de vida.

Especialistas sublinham que o problema não é apenas o tempo passado em frente aos ecrãs, mas também a redução das experiências no mundo real, como convívio social, prática de atividade física e contacto com a comunidade. É crucial criar um ambiente fora das redes mais estimulante, especialmente para crianças e jovens.

Apesar da descida no ranking, o Canadá mantém bons indicadores em apoio social e generosidade, fatores fundamentais para o bem-estar. No topo da tabela surgem novamente a Finlândia, a Dinamarca e a Islândia. Nos últimos lugares estão países afetados por conflitos e instabilidade, como o Afeganistão, a Serra Leoa e o Maláui.

Perante este cenário, os especialistas recomendam promover um uso equilibrado da tecnologia, incentivar relações sociais presenciais e investir em hábitos que reforcem o bem-estar diário. Mais do que o tempo online, o que importa é como esse tempo está a ser vivido.