
Lisboa, 17 jul 2026 (Lusa) — O presidente do Chega apelou hoje ao ministro da Administração Interna para que se demita e saia “pelo seu próprio pé”, e pediu “autoridade polÃtica” ao primeiro-ministro tendo em conta as “suspeitas graves” que considera haver sobre LuÃs Neves.
“Mais do que uma nota de demissão, é um apelo ao próprio. É um apelo ao próprio para que saia pelo seu próprio pé nestas condições ou falta delas e também ao primeiro-ministro para que assuma essa autoridade polÃtica neste contexto que seria a melhor saÃda para todos e para o paÃs”, disse André Ventura aos jornalistas, no parlamento, sobre o ministro da Administração Interna.
Para o Chega, LuÃs Neves “não tem condições de permanecer” no Governo tendo em conta “estas suspeitas graves que estão a ocorrer no espaço público sobre ele”.
“Parece-nos efetivamente que, face à s suspeitas existentes no cenário público, sem explicação e sem sustentação, o senhor ministro da Administração Interna, em nome da sua própria autoridade polÃtica e da sua própria credibilização polÃtica, não deve continuar em funções”, reiterou.
André Ventura disse que acreditava nas “instituições em Portugal”, mesmo “nestes momentos mais desafiantes e duros”.
“Por muito poderosos que sejam esses poderes, por muito instalados que estejam, por muito enraizados que estejam nas instituições polÃticas, policiais, judiciais ou outras, nós temos uma democracia e temos de acreditar que a nossa democracia funciona”, disse.
A PolÃcia Judiciária anunciou hoje que abriu inquérito sobre o reboque apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
A Direção Nacional da PJ explicou em comunicado que “teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos”.
Com esta informação, foi instaurado um inquérito “para apurar as circunstâncias da alegada movimentação, que poderia confirmar a prática de ilÃcitos criminosos”, acrescentou a PJ, depois da notÃcia do semanário Nascer do Sol, que avançou esta informação na sua edição de hoje.
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