Ministro da Saúde brasileiro afirma que Fiocruz em Portugal aproximará os países

Lisboa, 15 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Saúde brasileiro disse hoje, em Lisboa, que a abertura de um escritório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Portugal aproximará “ainda mais” o Brasil do sistema de saúde e das instituições de pesquisa portugueses.

Alexandre Padilha falava durante uma conferência de imprensa conjunta com a homóloga portuguesa, Ana Paula Martins, à margem da Conferência Internacional da OMS sobre Inteligência Artificial na Saúde, que decorre em Lisboa e na qual participa.

O evento ocorre no dia em que é oficialmente apresentado o escritório em Lisboa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), organização ligada ao Ministério da Saúde brasileiro e que promove a saúde e o desenvolvimento social, gera e difunde conhecimento científico e tecnológico e é apresentada como um agente da cidadania.

“Acreditamos que a Fiocruz pode fortalecer estudos, pesquisas junto com instituições de Portugal sobre a realidade de saúde de migrantes brasileiros em Portugal, contribuindo para o próprio sistema de saúde português e para a saúde da população brasileira”, afirmou Alexandre Padilha.

O ministro recordou a “relação histórica” que o Brasil tem com o sistema de saúde de português, recordando que ambos surgiram num processo de redemocratização e no compromisso do sistema universal.

“Os primeiros sistemas de informação que o Brasil utilizou no seu sistema de saúde, vários deles foram desenvolvidos em Portugal”, disse.

Sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou que existe um investimento de aprendizado comum.

“Quando recebemos esse ano 600 médicos e enfermeiros de Angola para fazerem a sua especialização no Brasil e quando retornam a Angola e fortalecem o sistema de saúde de Angola também fortalecem a medicina brasileira, porque ampliam as relações dos nossos hospitais, universidades, dos nossos profissionais com outras regiões do mundo que trazem novos aprendizados, ampliam mercados”, acrescentou.

Sobre a abertura do escritório da Fiocruz em Portugal, o ministro disse que esta é “muito importante na formação profissional, no desenvolvimento de pesquisa, mas também na produção de tecnologia, vacinas e medicamentos”.

“Acreditamos que a Fiocruz pode fortalecer estudos, pesquisas junto com instituições de Portugal sobre a realidade de saúde de migrantes brasileiros em Portugal, contribuindo para o próprio sistema de saúde português e para a saúde da população brasileira”, referiu.

Padilha sublinhou que a presença da Fiocruz vai contribuir ainda mais para “a interação com empresas locais de Portugal e empresas do conjunto do continente europeu”.

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