
Lisboa, 09 jul 2026 (Lusa) — As detenções feitas pela PSP nas fronteiras aérea aumentaram quase 30% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo perÃodo de 2025 e as recusas de entrada no paÃs subiram 15%, indicou hoje aquele polÃcia.
Num comunicado de balanço do primeiro semestre de 2026 da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) no âmbito das competências de vigiar, fiscalizar e controlar as fronteiras aeroportuárias, a PSP refere que foram detidas 245 pessoas nos aeroportos, mais 28,9% do que no mesmo perÃodo de 2025, e recusada a entrada a 1.309 estrangeiros (mais 15,5%).
Nos primeiros seis meses do ano, a PSP fez 21.132 interceções que ocorrem quando os agentes mandam parar ou abordam um passageiro para verificação de segurança, documentos ou legalidade da estadia no paÃs, um aumento de 48% em relação ao mesmo perÃodo de 2025 (14.351).
As decisões de interdição de cidadãos estrangeiros no paÃs mais do que triplicaram no primeiro semestre, passando de 39 nos primeiros seis meses de 2025 para 118, de acordo com os dados da PSP.
As decisões de interdição de entrada em Portugal acontecem quando um cidadão estrangeiro não pode entrar no paÃs por falta de requisitos legais, por estar listado para recusa de entrada no Sistema de Informação Schengen (SIS), documentação falsa e ameaça à segurança e ordem pública.
A PSP indica também que a UNEF controlou quase 11 milhões de passageiros nos aeroportos nacionais no primeiro semestre do ano, um aumento de 17,2% face ao mesmo perÃodo do ano anterior.
A PSP salienta que, embora estes números sejam ainda provisórios e em consolidação, 5,6 milhões de passageiros foram controlados quando estavam a entrar no paÃs (mais 6,3%) e 5,2 milhões foram referentes à s saÃdas (mais 31,8%).
Os polÃcias da UNEF detetaram ainda 330 fraudes documentais nos aeroportos (contra a 327 do ano anterior), além de registarem uma diminuição dos pedidos de proteção internacional, de 152 em 2025 para 144 este ano (-5,3%).
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