
Lisboa, 05 jul 2026 (Lusa) — Pelo menos duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas no LÃbano em consequência de ataques do exército israelita nas últimas 24 horas, apesar do cessar-fogo formal em vigor.
Segundo o balanço mais atualizado do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês, os bombardeamentos israelitas já fizeram 4.304 mortos e 12.203 feridos em todo o paÃs, mas especialmente no sul, cenário de constantes ataques de Israel contra as povoações de uma região que invadiu parcialmente para, argumenta o exército israelita, criar uma “zona de segurança” que proteja as comunidades do norte de Israel de ataques da milÃcia xiita Hezbollah.
O Governo libanês declarou que boa parte destes ataques têm um caráter indiscriminado e inclusivamente foram deliberadamente direcionados contra civis e militares.
As tensões em torno das ações de Israel no LÃbano, acompanhadas de advertências de Teerão de que estes ataques implicam violações do pré-acordo assinado com Washington e poderiam comprometer o processo de paz no Médio Oriente, foram um dos pontos de discórdia nos recentes contactos e levaram a diversos desentendimentos públicos entre Israel e Estados Unidos.
O chefe do exército israelita prometeu, hoje, uma ação “decisiva” contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah, durante uma visita à s suas tropas nas proximidades do castelo de Beaufort, no sul do LÃbano.
A guerra recomeçou no LÃbano a 02 de março, quando o Hezbollah disparou contra território israelita em apoio ao Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana.
Israel respondeu com uma vasta campanha de bombardeamentos e uma ofensiva terrestre, ao mesmo tempo que multiplicava os apelos à evacuação de zonas inteiras do sul do LÃbano, durante mais de três meses de combates.
O protocolo de acordo, assinado a 17 de junho entre Teerão e Washington, permitiu a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo no LÃbano a partir de 21 de junho, antes da assinatura, a 26 de junho, de um acordo-quadro entre o LÃbano e Israel com vista a uma “paz duradoura”.
Israel anunciou que pretende manter as suas tropas na zona, que podem estender-se até dez quilómetros da sua fronteira, e continua a realizar ataques pontuais.
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