
Bruxelas, 03 jul 2026 (Lusa) — Várias dezenas de eurodeputados enviaram à FIFA uma carta a pedir ao organismo para investigar a atribuição por parte do presidente Gianni Infantino de um prémio da paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Esta carta constitui a intervenção mais significativa dos lÃderes polÃticos europeus contra os abusos de governação e as violações de regras nos mais altos escalões do futebol mundial, desde que o Parlamento Europeu pediu a demissão do antecessor de Infantino, Sepp Blatter, em 2015”, disse hoje a organização de defesa dos direitos humanos FairSquare.
A carta, datada de segunda-feira, é subscrita por 50 representantes eleitos de 13 paÃses europeus, sobretudo sociais-democratas, liberais e verdes, e instam o Comité de Ética da FIFA a investigar o assunto.
“Representa uma oportunidade para a FIFA demonstrar o seu compromisso com a neutralidade polÃtica, a transparência e a responsabilidade”, escrevem os signatários, liderados pelo irlandês Barry Andrews, pela neerlandesa Lara Wolters e pelo dinamarquês Niels Fuglsang.
A FairSquare, que teve um único apoio, da Noruega, entre as 211 federações-membro da FIFA, acusa o presidente do organismo, Gianni Infantino, de ter violado o dever de neutralidade, como estipula o artigo 15.º do código de ética, ao atribuir a Donald Trump um recém-criado Prémio da Paz, em dezembro do ano passado, por altura do sorteio do Mundial2026, em Washington.
Esta ONG, em concordância com os eurodeputados, quer também que esse mesmo comité investigue as circunstâncias que levaram Infantino a entregar aquele galardão ao lÃder máximo dos Estados Unidos, num gesto sem precedentes.
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