
Lisboa, 03 jul 2026 (Lusa) — O presidente do Chega pediu hoje ao primeiro-ministro que “volte para Portugal” para que esteja presente na coordenação do combate aos incêndios e possa dar “um puxão de orelhas” ao ministro da Educação por causa dos exames nacionais.
“Nós estamos outra vez com incêndios no nosso paÃs, nada foi feito durante um ano para evitar que os incêndios acontecessem e eu espero que o senhor primeiro-ministro não cometa o mesmo erro polÃtico do ano passado de estar ausente da coordenação dos esforços contra os fogos”, disse André Ventura, em declarações aos jornalistas, no parlamento.
Para o presidente do Chega, depois de LuÃs Montenegro ter estado em Toronto, no Canadá, a acompanhar o jogo de Portugal no Mundial de futebol de 2026 desta noite, é preciso que o chefe do executivo “volte para Portugal” e “assuma o combate contra os fogos como a grande prioridade deste momento”.
Já sobre a polémica em torno dos exames nacionais, Ventura espera que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, “consiga apurar a sua própria irresponsabilidade e perceber que este sofrimento à s famÃlias, aos pais e aos alunos era absolutamente desnecessário”.Â
“E espero que o senhor primeiro-ministro, quando regresse, que penso que deverá acontecer hoje, consiga chamar e dar um puxão de orelhas ao senhor ministro da Educação pela incompetência que está a ter, sobretudo numa matéria tão importante como esta da educação”, apelou.
Na opinião de André Ventura, numa fase em que os exames estão a decorrer, “é importante que não haja criação de instabilidade”.
“O que o ministro tem é que garantir que as condições existem para que os exames e estas fases de avaliação possam ser levadas a cabo”, reiterou, lamentando o que se está a passar sobre este tema.
Para o lÃder do Chega, este adiamento decidido hoje da segunda fase “não é apenas casual ou circunstancial”.
“Houve uma escolha polÃtica que este ministro da Educação levou a cabo para fazer nos serviços da educação uma reforma administrativa, uma remodelação que, na verdade, acabou por ser um desmantelamento, que está agora a verificar-se cruel e absolutamente consequente do ponto de vista negativo na vida das pessoas”, criticou.
Ventura considerou que “este adiamento de exames não é fruto de uma circunstância extraordinária, é fruto de erros consecutivos que o ministro da Educação levou a cabo”.
“O Governo tem de deixar de pretender que fazer reformas é destruir aquilo que existe e colocar o incerto dentro do certo. A prova está aqui. Quiseram fazer uma reformulação qualquer dos serviços do Ministério da Educação e agora são os alunos que pagam e são os pais que pagam”, condenou.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
A decisão foi anunciada hoje pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) que reconhece “as dificuldades informáticas” do processo de classificação eletrónica dos Exames do ensino secundário, admitindo que ainda não está “concluÃda a distribuição dos itens para classificação” por todos os professores classificadores.
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