
Lisboa, 03 jul 2026 (Lusa) — Os consumidores em Portugal contrataram em maio 856,3 milhões de euros em crédito ao consumo, uma subida homóloga acumulada de 12,8%, enquanto o número de novos contratos avançou para 149.845, divulgou hoje o Banco de Portugal.
As informações hoje divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.
No quinto mês do ano foram, assim, contratados 856,3 milhões de euros em 149.845 contratos de crédito aos consumidores, o que significa que no mês em análise foram contratados menos 24,8 milhões de euros que em abril, apesar de terem sido feitos mais 3.828 contratos.
Em termos homólogos, são mais 48,8 milhões de euros, num perÃodo em que o número de novos contratos praticamente não mexeu (-991 contratos).
O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 12,8%. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, recuou para 16,2% no crédito pessoal (menos 0,5 pontos percentuais), para 12,5% no crédito automóvel (menos 1,1 p.p.) e para 4,3% no crédito renovável (4,8% em abril).
Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de junho de 2025 a maio de 2026) foi 12,6% superior ao valor de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em maio de 2025.
No mês em análise, o crédito renovável foi a categoria mais relevante a nÃvel de contratos, tendo sido responsável por praticamente metade do total de créditos (74.974), mas apenas responsável por 14,5% do montante total, com 123,9 milhões de euros.
No caso do crédito automóvel, foram celebrados 20.813 contratos, num montante de 341,4 milhões de euros, que compara com 20.789 contratos e 326,8 milhões de euros um ano antes.
No crédito pessoal, houve a contratação de mais 3.359 contratos em maio deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 35,3 milhões de euros para 390,9 milhões de euros.
Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito – como comissões e impostos.
O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 18,0%, à frente do custo com crédito pessoal (12,0%) e automóvel (9,9%).
O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em abril metade teve um valor contratado igual ou superior a 14.902 euros, contra 5.000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.
O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,8% em maio de 2026.
No final de maio havia 6,48 milhões de contratos vivos, num montante de 24.928,5 milhões de euros.
A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.234 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.913 milhões de euros em 980.278 contratos) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.781 milhões de euros em 1,7 milhões de contratos.
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