
Maputo, 02 jul 2026 (Lusa) — O serviço de investigação criminal moçambicano vai incinerar 3,7 toneladas de drogas apreendidas em junho nos armazéns de uma empresa no aeroporto de Maputo, um caso com quatro detidos, anunciou hoje a instituição em comunicado.
“Nos termos da lei foram previamente recolhidas e devidamente acauteladas as amostras necessárias, as quais acompanharão o processo para efeitos de prova pericial e judicial, sendo o remanescente integralmente destruído por incineração”, lê-se no comunicado.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique refere que as 3,7 toneladas de fentanil, uma das maiores apreensões de droga no país, serão incineradas na sexta-feira, numa ação que contará com a presença de entidades que lidam com a prevenção e combate ao tráfico, venda e consumo de drogas.
“Com esta ação, o Sernic reafirma o seu compromisso com a prevenção e o combate ao tráfico ilícito de drogas, retirando de circulação uma substância de elevado potencial lesivo para a saúde pública e contribuindo para a proteção da sociedade”, conclui-se no comunicado.
Pelo menos quatro pessoas, uma delas membro das alfândegas de Moçambique, estão detidas por suspeitas de envolvimento no tráfico das 3,7 toneladas de fentanil, segundo o Sernic.
A droga, apreendida em 12 de junho, foi encontrada nos armazéns de uma empresa privada no aeroporto de Maputo, acondicionada em 50 caixas com 30 pacotes cada, com o peso unitário de 2,2 quilogramas, num total de 1.500 pacotes.
Em 26 de junho, o Presidente moçambicano reafirmou o compromisso em reforçar a cooperação internacional e adotar respostas mais eficazes no combate ao tráfico de drogas, alertando para o elevado consumo por adolescentes e jovens em Moçambique.
Dados divulgados em 15 de abril indicam que Moçambique apreendeu drogas no valor de 2,4 milhões de euros em 2025, menos 88% do que no ano anterior, e gastou 1,1 milhões de euros a tratar consumidores.
Segundo o relatório Anual sobre a Evolução do Consumo e Tráfico Ilícitos de Drogas do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), Moçambique apreendeu, em 2025, mais de quatro toneladas de diversas drogas, destacando-se a heroína, a cocaína, e a canábis sativa.
Moçambique é apontado por várias organizações internacionais como um corredor de trânsito para o tráfico internacional de estupefacientes com destino à Europa e Estados Unidos, sobretudo de heroína oriunda da Ásia, mas as apreensões de cocaína oriunda da América do Sul têm também aumentado.
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