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Mafra, Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa)- O ministro da Administração Interna defendeu hoje em Mafra dotar as polÃcias municipais de mais competências, maior autonomia, de uma carreira e maior interoperacionalidade com a GNR e a PSP.
“Importa ponderar se o futuro não passará por discutir o alargamento progressivo de competências, libertando, de forma mais expressiva, as duas forças de segurança para missões de soberania”, afirmou LuÃs Neves, na sessão de encerramento do no colóquio “A PolÃcia Municipal e o Policiamento de Proximidade”.
O governante lembrou que as polÃcias municipais asseguram “serviços de polÃcia administrativa” e não possuem “competências de órgãos de polÃcia criminal”.
Para o ministro da Administração Interna, é necessário uniformizar a nÃvel nacional e rever em Lisboa e no Porto o regime das polÃcias municipais.
Em Lisboa e no Porto, o recrutamento é feito junto da PolÃcia de Segurança Pública e não existe uma carreira própria, que, defendeu, deverá ser criada.
Este regime “retira operacionais da linha da frente da segurança e limita a autonomia dos municÃpios na gestão das suas equipas”, alertou.
LuÃs Neves mostrou-se também favorável à interoperacionalidade do trabalho entre as polÃcias municipais e as forças de segurança e na partilha de meios tecnológicos, como a videovigilância.
“Será possÃvel que o Estado tenha meios para ter, em cada concelho, no centro de Videovigilância, polÃcias e instrumentos digitais em que temos mais custos, mais meios humanos afetos e com uma menor eficácia”, questionou.
O governante defendeu a criação de um centro de videovigilância para cada área metropolitana, não só por questões de limitações financeiras e de meios, mas também operacionais, dando o exemplo de que quando há um atropelamento com fuga numa passadeira em Vila Franca de Xira o suspeito foge para os concelhos vizinhos e convém haver partilha de imagens entre concelhos.
O ministro salientou que a cooperação das polÃcias municipais com as forças de segurança e de investigação policial é fundamental dada a proximidade em relação aos cidadãos.
“O padeiro que entra à s três, quatro da manhã, cinco da manhã a distribuir o pão vê carros suspeitos, comportamentos anormais. Não conhece a investigação criminal, mas conhece os homens da GNR, da PSP e da polÃcia municipal”, exemplificou.
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