EUA aumentam para mais de 260ME montante para ajuda de emergência à Venezuela

Washington, 29 jun 2026 (Lusa) – Os Estados Unidos aumentaram hoje para mais de 300 milhões de dólares (263 milhões de euros) a ajuda de emergência destinada a fazer face aos efeitos do duplo sismo registado na semana passada na Venezuela.

“Tendo em conta as necessidades urgentes identificadas pelas equipas de primeira intervenção norte-americanas no terreno, os Estados Unidos aumentaram o seu compromisso financeiro com esta resposta para salvar vidas para mais de 300 milhões de dólares”, anunciou o Departamento de Estado norte-americano num comunicado.

O departamento, liderado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, decidiu duplicar a ajuda destinada à Venezuela, após ter anunciado na quinta-feira uma ajuda no valor de 150 milhões de dólares (cerca de 130 milhões de euros ao câmbio atual) para dar resposta aos estragos causados pelo duplo sismo.

Pelo menos 1.450 pessoas morreram e 3.150 ficaram feridas, de acordo com o último balanço das autoridades venezuelanas.

O Departamento de Estado indicou que 50 milhões de dólares (44 milhões de euros) do montante adicional serão destinados a “financiar operações críticas de organizações parceiras”.

Dos 200 milhões de dólares (175 milhões de euros) destinados a organizações que prestam assistência na Venezuela, metade desse montante será para financiamento de organizações como a World Vision, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), enquanto a outra metade será canalizada para o “fundo comum para a Venezuela” do Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA).

“Estes fundos proporcionarão cuidados médicos de emergência, assistência alimentar, água e saneamento, alojamento, proteção e apoio logístico”, salientou o Departamento de Estado, após garantir que “se compromete a manter esta resposta e a assegurar que o povo venezuelano receba todo o apoio norte-americano necessário para recuperar desta tragédia”.

As autoridades norte-americanas destacaram para a Venezuela quatro equipas “de busca e salvamento urbano”, compostas por mais de 300 socorristas e 23 cães.

Todos eles, sublinhou o departamento, estão “altamente qualificados” e “trabalham incansavelmente para localizar sobreviventes, prestar cuidados médicos de emergência e realizar avaliações estruturais nas zonas mais afetadas” pelo duplo sismo.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 53 portugueses e lusodescendentes, e outros 89 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

 

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