
Lisboa, 29 jun 2026 (Lusa) — O Governo apresentou hoje uma estratégia para armazenar energia com recurso a baterias e a bombagem hÃdrica com a qual pretende colmatar perÃodos de défice, alcançar uma maior soberania e contribuir para a estabilização dos preços.
A Estratégia Nacional de Armazenamento, elaborada com base em estudos do INESC-TEC e do Instituto Superior Técnico, vai ainda entrar em consulta pública e na parte que diz respeito ao armazenamento hÃdrico carece de autorização de Bruxelas, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O documento apresentado no ministério, em Lisboa, aponta diferentes cenários, no horizonte 2026 — 2030 e 2026 — 2040, no sentido de Portugal reduzir a necessidade de importação de energia e passar a integrar mais energia renovável.
“Vai entrar em consulta pública e vamos escolher o cenário”, afirmou a ministra, indicando que haverá sempre “uma mistura entre armazenagem por baterias e armazenagem hÃdrica”.
Se na armazenagem com baterias não é necessária a negociação com Bruxelas, a não ser no mecanismo de capacidades — em que a negociação já se iniciou – na armazenagem hÃdrica, o passo seguinte é negociar com a Comissão Europeia: “É uma questão de ajudas de Estado, mas será com certeza uma negociação que se leva a bom termo rapidamente”, acrescentou Maria da Graça Carvalho.
“Assim que tivermos autorização de Bruxelas, abriremos um concurso para o armazenamento hÃdrico, o que esperamos ser ainda possÃvel até ao fim do ano”, indicou.
“O armazenamento é importante, porque nos permite tirar partido das energias renováveis disponÃveis. Quando há muito sol e pouco consumo, de certo modo perdemos essa energia e isso vai possibilitar armazenar e usar quando existe menos sol e menos vento e existe muito consumo”, explicou a governante, em declarações aos jornalistas no final da apresentação dos relatórios técnicos.
De acordo com a ministra, a medida é importante para a segurança do abastecimento, para o preço, para a competitividade do sistema e para a descarbonização.
Os municÃpios que recebam os projetos que vão leilão nesta primeira fase da instalação de baterias ficarão com parte da receita anual, estando prevista uma percentagem de 2,5%.
“Se não tivermos mais armazenamento e mais capacidade da rede elétrica, estamos a chegar a um limite, estamos já nos oitenta e tal por cento e, portanto, para avançar com segurança precisamos de armazenamento hÃdrico, de baterias e de reforço das redes”, sustentou.
Em relação às redes, Maria da Graça Carvalho avançou ainda que esta semana (dia 02) será inaugurada a interligação de muito alta tensão entre Portugal e Espanha, no Alto Minho, num investimento de 44 milhões de euros, que começou em julho de 2024.
AH // PSC
Lusa/fim



