
Maputo, 27 jun 2026 (Lusa) — Um grupo de 15 estudantes moçambicanos em Caracas, na Venezuela, está bem, indicou hoje o Governo de Moçambique, acrescentando que se mantém em contacto com aquele paÃs para prestar “todo o apoio necessário” aos seus cidadãos.
De acordo com um comunicado do Gabinete de Informação (Gabinfo) de Moçambique há apenas a registar ferimentos ligeiros num dos estudantes na sequência dos sismos ocorridos na Venezuela na quarta-feira.
O estudante contraiu “uma lesão ligeira no joelho, na sequência de uma queda, enquanto descia as escadas do edifÃcio onde se encontrava alojado”, especificou o comunicado.
O executivo moçambicano avançou que está a acompanhar a situação e mantém contacto com as autoridades venezuelanas e representações diplomáticas competentes, visando “prestar todo o apoio necessário aos cidadãos moçambicanos”.
“Neste momento, o Governo moçambicano mantém-se em alerta, prosseguindo a monitorização da situação e assegurando a assistência necessária aos moçambicanos que se encontram naquele paÃs”, lê-se no documento.
Os dois grandes sismos registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários paÃses, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifÃcios ruÃram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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