
Simferopol, Ucrânia, 26 jun 2026 (Lusa) — As autoridades russas nomeadas por Moscovo na Crimeia declararam hoje o estado de emergência na penÃnsula anexada, após recentes ataques aéreos ucranianos que provocaram uma grave escassez de combustÃvel e de eletricidade.
“O quadro legal do estado de emergência permite a rápida resolução de questões relacionadas com a manutenção do funcionamento de todos os setores essenciais”, afirmou o governador da Crimeia nomeado pela Rússia, Sergeui Aksyonov, numa mensagem divulgada na plataforma Telegram.
Segundo Aksyonov, a medida permitirá mobilizar mais recursos para responder à situação, podendo também servir de base à imposição de restrições adicionais à população local.
Na quinta-feira, o responsável já tinha anunciado a introdução de cortes de eletricidade em toda a penÃnsula para fazer face à escassez energética causada pelos bombardeamentos ucranianos.
As autoridades locais proibiram igualmente, no domingo, a venda de combustÃvel a particulares, devido à redução das reservas na sequência dos ataques à s infraestruturas de abastecimento.
Desde maio, a Ucrânia intensificou a campanha contra as infraestruturas energéticas e logÃsticas da Crimeia, incluindo ataques a depósitos de combustÃvel e a camiões-cisterna que abastecem a penÃnsula, procurando dificultar o apoio à s forças russas destacadas no território.
Anexada pela Rússia em 2014, na sequência de uma intervenção militar e de um referendo não reconhecido pela Ucrânia nem pela maioria da comunidade internacional, a Crimeia alberga numerosas bases militares russas e constitui um importante centro estratégico no Mar Negro.
A penÃnsula desempenhou também um papel central no inÃcio da invasão russa em grande escala da Ucrânia, lançada em fevereiro de 2022, tendo servido como uma das principais plataformas para a ofensiva terrestre das forças de Moscovo no sul do território ucraniano.
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