
A inflação no Canadá acelerou em maio para 3,2%, segundo dados divulgados pela ‘Statistics Canada’. Trata-se do valor mais elevado desde 2023, impulsionado sobretudo pelo aumento dos preços dos combustÃveis.
A subida está associada ao conflito no Médio Oriente, que afetou o transporte de petróleo no Estreito de Ormuz e elevou os custos da energia. Em termos anuais, os preços da gasolina aumentaram mais de 30%, atingindo nÃveis que não se registavam desde 2022.
Apesar disso, nas últimas semanas os preços registaram alguma descida, acompanhando o avanço das negociações entre os Estados Unidos e o Irão, o que pode aliviar a pressão inflacionista nos próximos meses.
Também os alimentos continuam a pesar no Ãndice de preços. A inflação alimentar subiu para 4,3%, acima da taxa global, uma tendência que se mantém há mais de um ano. Frutas e legumes frescos registaram aumentos significativos, com destaque para o tomate, devido a constrangimentos na produção no México e a restrições comerciais.
Outros setores, como o transporte aéreo, refletem igualmente o impacto da energia, com aumento dos custos das viagens.
Em sentido contrário, a habitação e alguns bens duradouros abrandaram, o que ajudou a travar parcialmente a subida geral dos preços.
O banco do Canadá analisa estes dados antes da próxima decisão sobre taxas de juro, marcada para julho. Economistas admitem que o choque energético pode ser temporário, mas alertam para a persistência da pressão nos alimentos, que continua a afetar o orçamento das famÃlias.



