
Maputo, 22 jun 2026 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, prometeu hoje introduzir a tecnologia de quinta geração (5G) de redes móveis nas capitais provinciais, destinos turÃsticos e zonas económicas especiais até 2027, visando a atração dos investimentos nacionais e estrangeiros.
“A partir deste ano até 2027 prevemos disponibilizar esta tecnologia em todas as capitais provinciais, zonas económicas especiais e principais destinos turÃsticos do paÃs, expandindo posteriormente a sua cobertura para outras áreas de elevada densidade populacional e reforçando até 2030 o acesso a banda larga em todos os distritos e postos administrativos deste nosso paÃs”, disse o chefe do Estado moçambicano.
O Presidente moçambicano falava na abertura da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, organizada pela Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM), que decorre hoje e na terça-feira na cidade de Maputo, em que disse que a consignação do espetro radioelétrico para a implementação da tecnologia 5G constitui um passo estratégico na modernização das comunicações em Moçambique, quando em abril as três operadoras de telefonia móvel moçambicana, nomeadamente a estatal Tmcel, a Vodacom Moçambique e a Movitel concorreram ao leilão para implementar esta rede móvel.
“Mais do que uma evolução tecnológica, o 5G representa uma oportunidade para acelerar a inclusão digital e atrair investimentos nacionais e estrangeiros, modernizar serviços e criar oportunidades para cidadãos e para a economia nacional”, disse Chapo.
O Presidente moçambicano disse que o Governo tem avançado com ações concretas para materializar a transformação digital, incluindo a criação de instituições e uma legislação adequada, referindo que estes instrumentos e infraestruturas vão proteger o cidadão e fazer o paÃs avançar neste setor.
“É este o verdadeiro sentido da nossa agenda de inclusão digital, garantir que os benefÃcios de transformação digital alcancem a todos os moçambicanos em qualquer ponto do nosso paÃs e estes avanços não seriam possÃveis sem instituições capazes de antecipar mudanças tecnológicas, modernizar a regulação e criar condições para o investimento, daà as nossas atenções, desde o ano passado, na aprovação de instrumentos legais para o efeito”, disse o Presidente.
Neste sentido, Daniel Chapo defendeu que a transformação digital deve criar espaços para a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, independentemente da sua localização geográfica, referindo que o paÃs está a avançar na expansão da internet para acesso universal até 2030 para acelerar a digitalização.
“Queremos que um estudante em Mueda tenha as mesmas oportunidades de acesso ao conhecimento que um estudante na cidade de Maputo. Que um estudante em Mavago tenha as mesmas oportunidades que um estudante na Matola, que uma agricultora em Gurúè possa aceder à informação de mercado e comercializar melhor a sua produção”, indicou o chefe do Estado.
O Presidente moçambicano disse ainda que a comunicação digital assume hoje um lugar central no funcionamento da economia nacional, na prestação de serviços públicos e na capacidade de resposta do Estado perante crises, com o Governo a prometer acompanhar estas mudanças por se tratar de um setor cada vez mais relevante para as nações.
Na abertura do evento, Moçambique e Angola assinaram dois memorandos de entendimento para desenvolver e promover a cooperação bilateral no domÃnio das Comunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação e Meteorologia, com os acordos a abrirem espaço também para a cooperação no domÃnio espacial.
Chapo avançou também que está na fase de conceção o projeto do cabo submarino Nacala-Lobito, ligando os dois paÃses, “uma infraestrutura estratégica que vai aumentar a capacidade internacional de ligação à internet, reduzir custos de comunicação e posicionar Moçambique como importante corredor digital na região da SADC”, defendendo que os acordos devem melhorar a vida das populações dos dois povos.
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