
Anadia, Aveiro, 21 jun 2026 (Lusa) — A dirigente e deputada do Chega Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponÃvel para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
Em declarações aos jornalistas, em representação do Chega, no fim do 43.º Congresso Nacional do PSD, no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro, Rita Matias considerou que LuÃs Montenegro fez um discurso de encerramento “pouco animado, para quem diz que quer fazer Portugal melhor”, sem “propostas estruturais”.
Interrogada se pensa que o PSD pode perder a confiança no Chega, depois da rejeição da proposta do Governo de revisão do Código de Trabalho na sexta-feira, Rita Matias respondeu: “Creio que não. Nós já tivemos vários entendimentos em várias matérias”. Entre outros exemplos, apontou as leis da nacionalidade e sobre a entrada de estrangeiros no território nacional.
“O PSD poderá continuar a continuar com o Chega para o diálogo, mas tem que saber que tem que existir um diálogo concreto. Não pode existir apenas uma encenação de negociação”, afirmou a deputada, para quem “o paÃs real está agradecido” por o Chega ter chumbado o pacote laboral por não ver aceite a exigência a descida da idade de reforma.
A dirigente do Chega — que assinalou as referências ao seu partido feitas no decurso do Congresso do PSD — argumentou que “houve mais do que oportunidade” para se tentar convergir quanto à legislação laboral desde que o Governo apresentou o seu anteprojeto, no ano passado.
“Mas não houve realmente essa vontade polÃtica”, alegou, acrescentando: “LuÃs Montenegro falava em falta de coragem. Se houve falta de coragem foi por parte de LuÃs Montenegro”.
“Portanto, se existir vontade polÃtica, nós temos caminhos a fazer, por um Portugal genuinamente melhor, e com entusiasmo — não com esta falta de entusiasmo que nós vimos neste discurso”, reforçou.
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