
Arrancam em Toronto as negociações entre o sindicato Unifor e os três maiores fabricantes automóveis da América do Norte, Ford, General Motors e Stellanis, num contexto de elevada incerteza económica e comercial.
Estão em causa cerca de 19 mil trabalhadores no Canadá, num setor afetado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, pela concorrência internacional e pela revisão do acordo comercial CUSMA, que regula o comércio entre Canadá, Estados Unidos e México.
O sindicato inicia o processo negocial com a Ford, seguindo o modelo de negociação por referência, antes de avançar para os restantes construtores.
A prioridade centra-se na defesa da estabilidade laboral, num momento em que várias unidades industriais enfrentam quebras de produção e paragens temporárias, com impacto direto no emprego.
Do lado das empresas, a Ford destaca investimentos já realizados no Canadá e sublinha a necessidade de adaptação às novas condições do mercado automóvel, marcado pela transição energética e pela entrada de novos concorrentes.
A presidente do Unifor, Lana Payne, considera esta ronda de negociações uma das mais relevantes das últimas décadas, sublinhando a pressão das tarifas e a incerteza em torno do futuro do acordo CUSMA.
Especialistas do setor alertam para o facto de o atual contexto colocar o sindicato numa posição mais fragilizada face a ciclos negociais anteriores, o que poderá limitar ganhos salariais e laborais.
As conversações decorrem ainda sob o impacto de possÃveis alterações à s regras comerciais na América do Norte, com efeitos diretos nas decisões de investimento e produção das três fabricantes.
O desfecho destas negociações é considerado determinante para o futuro da indústria automóvel no Canadá e para a estabilidade do emprego no setor.



