Hakimi vai ser julgado por crime de violação pela justiça francesa

Paris, 19 jun 2026 (Lusa) — O futebolista internacional marroquino Achraf Hakimi vai ser julgado por um crime de violação pela justiça francesa, anunciou hoje o Tribunal de Recurso de Versalhes, que rejeitou o último recurso apresentado pela defesa do jogador do Paris Saint-Germain.

Apesar de ter recorrido até à última instância judicial para tentar arquivar o processo, Hakimi, que está a disputar o Mundial2026 em representação de Marrocos, manifestou-se “ansioso” por poder responder em julgamento sobre o crime de que é acusado, com base na denuncia efetuada por uma mulher, em março de 2023.

“Estou à espera deste julgamento desde o primeiro dia. E agora estou ainda mais ansioso. Finalmente, poderei falar”, escreveu nas redes sociais o capitão da seleção marroquina, de 27 anos, que vai disputar hoje o segundo jogo no Grupo C do Mundial2026, com Escócia, depois de ter empatado 1-1 na estreia, com o Brasil.

O defesa do Paris Saint-Germain, colega dos internacionais portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos na equipa pentacampeã campeã francesa e bicampeã europeia, reafirmou a inocência e lamentou que o facto de ser uma figura publicamente exposta o tenha tornado num “alvo fácil”.

“O sistema judicial olhou-me nos olhos e disse: ‘Se não fosses famoso, não existiria este processo’. (…) Optei por permanecer em silêncio durante anos. Pensei que manter a dignidade, ser paciente e confiar no sistema judicial permitiria que as decisões corretas fossem tomadas”, observou.

Hakimi será julgado por um tribunal criminal da região de Paris, depois de ter sido acusado formalmente em março de 2023, pouco depois de uma mulher ter apresentado a queixa na esquadra de Nogent-sur-Marne, nos arredores de Paris.

Na acusação, a jovem, então com 24 anos, garantiu ter sido convidada por Hakimi para a residência do jogador marroquino, em Boulogne-Billancourt, região situada a cerca de 10 quilómetros do centro da capital francesa, acabando depois por o acusar de a ter violado.

Hakimi negou, desde o início, qualquer violação, admitindo apenas abraços e beijos mútuos e consentidos.

RPC (NFO) // JP

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