
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, termina esta quarta-feira a cimeira do G7, em Evian-les-Bains, França, sem uma reunião formal com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Uma ausência fora do habitual nestes encontros entre lÃderes das maiores economias mundiais, mas que Carney rejeita interpretar como sinal de tensão polÃtica.
O chefe do Governo canadiano afirma ter mantido vários contactos com Donald Trump ao longo das últimas 36 horas, com conversas centradas na economia, nas relações bilaterais, na inteligência artificial e em conflitos internacionais como a Ucrânia e o Irão.
O contexto assume particular sensibilidade. Está em cima da mesa a renovação do acordo de comércio entre Canadá, Estados Unidos e México, com decisão prevista para 1 de julho. Donald Trump admite a possibilidade de não renovar o tratado, o que aumenta a incerteza para a economia canadiana, altamente dependente do mercado norte-americano.
Durante a cimeira, responsáveis canadianos para o comércio reuniram-se com homólogos norte-americanos e admitem avanços nas negociações.
Em vários contactos informais, Carney e Trump trocaram impressões sobre temas económicos e questões internacionais, num ambiente marcado por diálogo contÃnuo entre os dois lÃderes.
Apesar da ausência de encontro formal, fontes próximas do processo sublinham que o diálogo entre Ottawa e Washington se mantém ativo.
Para Carney, a inexistência de reunião bilateral não altera a relação entre os dois paÃses, numa fase decisiva para o futuro do principal acordo comercial da América do Norte.



