
Praia, 17 jun 2026 (Lusa) — A fadista e compositora portuguesa Beatriz FelÃcio disse hoje sentir que está a concretizar um sonho ao atuar pela primeira vez em Cabo Verde, num espetáculo marcado para quinta-feira, na cidade da Praia.
“Vir a Cabo Verde é um sonho para mim. Há muito tempo que gostava de vir aqui, cantar e trazer aquilo que é a minha raiz e a minha cultura musical”, afirmou, numa conferência de imprensa de apresentação do concerto, realizada no Centro Cultural Português, na Praia.
O espetáculo está agendado para as 19:00 (21:00 em Lisboa), no Auditório Nacional Jorge Barbosa.
“Preparei um concerto especial para Cabo Verde”, disse, adiantando que irá interpretar um tema ligado à música cabo-verdiana numa versão adaptada ao universo do fado.
Beatriz FelÃcio considerou haver uma forte ligação entre Portugal e Cabo Verde.
“Eu acho que o espÃrito dos portugueses e dos cabo-verdianos é muito parecido”, afirmou, acrescentando que a relação entre os dois povos “é algo que não se explica”.
A fadista manifestou igualmente o desejo de vir a colaborar com músicos cabo-verdianos.
O concerto de Beatriz FelÃcio é um dos três eventos que compõem a segunda edição do Festival Internacional de Fado em Cabo Verde, que decorre entre hoje e sexta-feira.
Além do espetáculo, o programa inclui hoje a exibição do documentário “Do Bairro”, de Diogo Varela Silva, e na sexta-feira uma conferência-concerto intitulada “O Fado e os Bairros”, conduzida pelo fadista Rodrigo Costa Félix.
Estes dois eventos realizam-se no Centro Cultural Português, na cidade da Praia.
O Festival Internacional de Fado foi criado em 2011 pelas produtoras Everything is New e Alto e Bom Som e está atualmente presente em 21 cidades de 15 paÃses.
“O objetivo é dar a conhecer a nossa cultura, a nossa música e os nossos artistas, criando também oportunidades para que tenham palcos internacionais”, explicou Frederico Carmo, da organização do festival.
Segundo o responsável, a edição realizada em Cabo Verde no ano passado teve lotação esgotada no Auditório Nacional Jorge Barbosa, resultado que incentivou a organização a regressar ao arquipélago.
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