
Redação, 17 jun (Lusa) — O médio Bernardo Silva vai fixar a bandeira portuguesa no balneário do Real Madrid oito anos depois de Cristiano Ronaldo ter abandonado os ‘merengues’, tornando-se o oitavo futebolista luso a representar a equipa espanhola.
Finalizado um percurso de nove temporadas ao serviço dos ingleses do Manchester City, pelo qual disputou mais de 450 jogos, Bernardo Silva, de 31 anos, surpreendeu na escolha do seu novo clube, já que tudo indicava que o próximo destino seria o país vizinho, sim, mas a Catalunha.
Em Madrid, o criativo canhoto, que se vinculou com os ‘merengues’ até junho de 2028, irá encontrar o treinador e compatriota José Mourinho, que recentemente deixou o Benfica, ao mesmo tempo que vai juntar-se à curta lista de jogadores lusos que envergaram a camisola ‘blanca’ nos 124 anos de história do emblema madridista.
Carlos Secretário foi o pioneiro português no Real Madrid, sucedendo-lhe Luís Figo, Pepe, Cristiano Ronaldo, Ricardo Carvalho, Pedro Mendes, que disputou apenas um jogo, e Fábio Coentrão. Ou seja, desde o lateral esquerdo, transferido do Benfica em 2011/12, o clube ‘merengue’ não voltou a contratar um futebolista luso, passaram-se 15 anos.
O também lateral Secretário deixou o FC Porto para rumar a Madrid em 1996/97, mas nunca se afirmou na capital espanhola: apesar de ter conquistado o título de campeão, realizou somente 17 partidas, antes de regressar ao emblema portuense na temporada seguinte para não mais sair de Portugal.
Após cinco anos de idolatria no FC Barcelona, Luís Figo surpreendeu tudo e todos ao transferir-se para o rival Real Madrid, em 2000, para ser o primeiro dos ‘galáticos’ de Florentino Pérez, numa mudança que ainda hoje dá que falar e que até originou, há um par de anos, um documentário numa conhecida plataforma de ‘streaming’.
Até 2005, quando rumou ao Inter Milão, realizou 245 jogos e marcou 57 golos pelos ‘blancos’, com os quais arrecadou duas Ligas espanholas, uma Liga dos Campeões, um Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental, entre outros troféus.
Dois anos volvidos, em 2007, o Real Madrid pagou 30 milhões de euros ao FC Porto pelo central Pepe, que passou uma década a representar os ‘merengues’, num total de 334 partidas, conquistando tudo o que havia para conquistar: título espanhol (três), Taça do Rei (duas), Supertaça de Espanha (duas), Liga dos Campeões (três), Supertaça Europeia (uma), Mundial de clubes (dois) e Taça Intercontinental (uma).
Durante os 10 anos em Madrid, Pepe cruzou-se com os restantes compatriotas que foram chegando aos madridistas, o primeiro dos quais Cristiano Ronaldo, que em 2009 chegou proveniente do Manchester United e se tornou o maior ‘artilheiro’ da história do clube até sair para a Juventus, em 2018.
Além dos 450 golos em 438 encontros pelo Real Madrid, o capitão da seleção portuguesa contribuiu para quatro dos sete títulos de campeão europeu que os ‘blancos’ conquistaram neste século, mas, em sentido inverso, venceu apenas duas Ligas espanholas, a primeira das quais já na companhia de Ricardo Carvalho e Fábio Coentrão, que se juntaram ao plantel nos dois anos seguintes à sua chegada.
Enquanto o central, chegado do Chelsea em 2010/11, fez 77 jogos em três temporadas, o lateral esquerdo que foi resgatado ao Benfica em 2011/12 cumpriu cerca de 100 partidas em sete anos de ligação, embora tenha sido cedido ao Mónaco, pelo meio, e ao Sporting no derradeiro ano de contrato.
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