“Fish City” no Lago Huron

Foto: Envato

Um fenómeno subaquático de grande dimensão no Lago Huron, em Ontário está a intrigar especialistas. Foi registado junto à central nuclear de Bruce, e apelidado de “Fish city”. Em zonas de descarga de água mais quente provenientes do sistema de arrefecimento da central, concentram-se milhares de peixes de várias espécies.

Imagens captadas por drones subaquáticos mostram cardumes densos de espécies como perca, truta, salmão, peixe-gato e outras, que utilizam estas áreas como refúgio e zona de alimentação. A temperatura mais elevada da água cria condições distintas das restantes zonas do lago.

Segundo investigadores, este fenómeno resulta da combinação entre a alteração térmica e mudanças profundas no ecossistema dos Grandes Lagos. A presença de espécies invasoras, como mexilhões-zebra e quagga, reduziu a disponibilidade de plâncton, afetando a cadeia alimentar natural.

A concentração de peixes nas zonas de descarga térmica não representa necessariamente abundância saudável, mas pode refletir uma adaptação forçada a alterações ambientais. Cientistas alertam que estes padrões indicam desequilíbrios ecológicos num dos maiores sistemas de água doce do mundo. 

A região é monitorizada por investigadores que estudam o impacto da atividade humana nos ecossistemas aquáticos. A empresa responsável pela central não prestou esclarecimentos sobre a temperatura e dimensão da descarga.


O fenómeno “Fish city” no Lago Huron é atualmente interpretado como um sinal de transformação ambiental nos Grandes Lagos, levantando questões sobre o impacto das alterações ecológicas na biodiversidade da região.