
Lousada, Porto, 13 jun 2026 (Lusa) – O ministro da Administração Interna (MAI) garantiu hoje que as associações de bombeiros “podem estar tranquilas” com o aumento das despesas na época de incêndios porque o “Governo está preparado para olhar para outras soluções extraordinárias” de financiamento.
“As associações podem estar tranquilas e se sentirmos que há, face à potencialidade de termos grandes incêndios, [uma] grande despesa, o Governo está preparado para olhar para outras soluções extraordinárias que possam dar conforto a quem precisa de fazer despesa”, garantiu Luís Neves, à margem da celebração dos 100 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada, no distrito do Porto.
Segundo o governante, “não será por aí que o combate – neste caso, a esta calamidade que são os incêndios – deixará de ser feito com todo o rigor, com todos os meios, com toda a disponibilidade”.
A resposta aos fogos, acrescentou, conta “com o Governo de uma forma ampla”.
“Se é para gastar, gasta-se, se é para combater, combate-se, é esse o nosso compromisso”, salientou.
Questionado sobre a denúncia de atrasos no pagamento aos bombeiros que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Luís Neves afirmou que “a situação está regularizada”.
“Mas, haverá sempre aqui um momento, que é indesejável, que é o de haver ligeiros atrasos, mas estes atrasos de pagamentos de verbas aos bombeiros já tiveram anos, portanto, o Governo já conseguiu repor esse pagamento”, disse.
Sobre os incêndios rurais que já atingiram o território nacional nesta época de fogos e que envolveram vários meios de combate, Luís Neves mostrou-se satisfeito com as operações desenvolvidas: “Correram bem”, disse.
“Nos últimos dias já tivemos ocorrências com incêndios que se podiam ter complicado, e o que é certo é que o trabalho logo na primeira instância, no primeiro combate, no primeiro momento, e depois mais demorado, onde teve de ser, permitiu que de facto esses incêndios fossem todos eles combatidos, com sucesso e com êxito”, considerou.
Confrontado com críticas que apontam para um “excesso de confiança”, Luís Neves contrariou essas considerações: “Não, eu nunca mostrei esse excesso de confiança, o que eu posso é testemunhar que há um maior envolvimento, há um maior compromisso, portanto não há aqui nenhum excesso [de confiança].”
No seu entendimento, é mesmo “contraditório se alguém fez essa crítica”.
“Eu aceito as críticas todas, porque eu alertei que vamos ter um verão muito difícil, portanto, […] da minha boca ninguém ouviu dizer que vai correr tudo bem, que está tudo a 200% pronto, não é possível”, apontou.
Luís Neves fez ainda questão de “dar nota de profundo reconhecimento e agradecimento” aos bombeiros e de alertar para os perigos dos próximos dias.
“Todo o cuidado é pouco nas queimas, nas queimadas, que estão proibidas nesta região. A utilização de máquinas, de determinado tipo de máquinas que podem provocar faíscas, que podem levar a incêndios, a utilização de pequenos espaços para confecionar refeições nas matas – tudo isso são comportamentos em que todo o cidadão deve ter todo o cuidado. O verão vai ser terrível, vai ser muito difícil […], e por isso é um trabalho de todos”, alertou.
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