Kallas avisa que regresso de guerra no irão teria “custo enorme” e pede diplomacia

Bruxelas, 11 jun 2026 (Lusa) — A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, avisou hoje que o regresso a uma guerra no Irão teria “um custo enorme” e defendeu que a diplomacia “continua a ser o melhor caminho” para terminar o conflito.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Kaja Kallas refere que falou hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, “sobre a mais recente escalada no Golfo e o estado das negociações com os Estados Unidos”.

A alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescenta que falou igualmente com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Kuwait, Jarrah Jaber Al-Ahmad Al Sabah, afirmando que os “ataques retomados contra os países do Golfo e as suas infraestruturas críticas são inaceitáveis”.

“Um regresso a uma guerra em grande escala teria um custo enorme para toda a região. A via diplomática continua a ser o melhor caminho para pôr fim a este conflito”, sustenta.

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão “com muita força” esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

Além destes ataques, Donald Trump ameaçou tomar “num futuro não muito distante” a “ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás”, tal como fez na Venezuela e que está, segundo o Presidente dos Estados Unidos, “a funcionar brilhantemente” tanto para Caracas como para Washington.

A recente escalada entre os Estados Unidos e a República Islâmica surge após um helicóptero norte-americano ter sido abatido enquanto operava junto ao estreito de Ormuz.

Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegsteh, anunciaram na quarta-feira que os Estados Unidos iriam atacar o Irão, apesar do cessar-fogo em vigor desde abril.

Em resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária iraniana lançou uma nova onda de ataques contra Bahrein, Kuwait e Jordânia.

Teerão alertou que os últimos bombardeamentos de Washington “tornam praticamente inútil” o acordo de cessar-fogo alcançado em abril.

Centenas de navios, incluindo petroleiros, estão retidos no Golfo na sequência do encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão, agravado por um bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

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