
Luanda, 11 jun 2026 (Lusa) — O Caminho de Ferro de Luanda (CFL) manifestou hoje preocupação com o desrespeito aos sinais para uma circulação ferroviária segura, fenómeno que, este ano, já provocou cinco mortes, disse à Lusa fonte da empresa.
Numa nota alusiva ao Dia Internacional para a Segurança em Passagens de Nível, o CFL destacou que a maior preocupação da empresa “assenta nos reiterados comportamentos de risco que continuam a ser observados nas várias passagens de nível existentes ao longo de toda a malha ferroviária”, que se estende pelas províncias de Luanda, Icolo e Bengo, Cuanza Norte e Malanje.
Dados avançados à Lusa pelo CFL deram conta que, de janeiro a maio deste ano, a empresa registou seis casos de pessoas colhidas por comboios, que resultaram em cinco mortos e um ferido.
Segundo o CFL, a travessia indevida da linha férrea, o desrespeito pelos sinais de aviso e a tentativa de ultrapassagem das barreiras de segurança, são práticas que colocam em perigo a vida e a integridade física dos cidadãos e provocam avultados prejuízos no material circulante, nas infraestruturas ferroviárias, meios rodoviários e nas famílias.
Ao celebrar a data, a empresa pretendeu promover a segurança ferroviária, através da educação e sensibilização das comunidades, para a prevenção de acidentes nas zonas de cruzamento entre linhas férreas e vias rodoviárias.
As ações de educação e sensibilização incluem recomendações a automobilistas, motociclistas, ciclistas e peões, no sentido de respeitarem a sinalização ferroviária.
Este ano, a efeméride tem como lema “Alerta Hoje, Seguro Amanhã”, chamando a atenção para a necessidade do envolvimento de todos os atores sociais no processo de educação para o respeito pela sinalização, barreiras de proteção e regras de circulação.
Em 2025, o CFL, com uma extensão de 479 quilómetros, registou 11 mortos e 20 feridos, com 21 peões colhidos por comboios e um total de 12 acidentes.
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