Uma escola sem professores já não é apenas um cenário hipotético. Nos Estados Unidos, uma rede privada testa um modelo em que os alunos passam algumas horas por dia em aprendizagem académica com recurso a aplicações de inteligência artificial. O restante tempo é dedicado a atividades práticas e ao desenvolvimento pessoal.
O modelo tem gerado interesse, mas também críticas. Especialistas em educação no Canadá consideram que combina métodos já conhecidos, como ensino autónomo e aprendizagem por domínio, agora reforçados por tecnologia avançada. Ainda assim, alertam que não se adapta a todos os alunos.
A inteligência artificial ajusta conteúdos ao ritmo de cada estudante e acompanha o progresso em tempo real. No entanto, há limitações: a tecnologia não substitui o papel humano, não motiva, não apoia emocionalmente nem promove relações essenciais ao desenvolvimento.
Entre as principais preocupações estão o tempo excessivo de exposição a ecrãs, sobretudo em idades mais jovens, e a privacidade, devido à recolha de dados pelas plataformas digitais.
Apesar das críticas, há consenso quanto ao potencial da inteligência artificial como ferramenta de apoio. Em várias escolas canadianas, já é utilizada para ajudar professores na preparação de aulas e adaptação de conteúdos.
Para os especialistas, o futuro da educação dependerá do equilíbrio entre inovação tecnológica e presença humana, garantindo que a tecnologia complementar, mas nunca substitua, o papel essencial dos professores.
