
Lisboa, 08 jun 2026 (Lusa) – O jogo online vale cerca de 24 mil milhões de euros e o jogo ilÃcito online poderá valer “outro tanto”, o que é “muitÃssimo dinheiro à solta nas plataformas eletrónicas”, disse hoje o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.
Falando no lançamento da campanha “Nem tudo o que vês é jogo seguro”, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) em conjunto com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal, Castro Almeida apelou à s entidades envolvidas que combatam o jogo ilÃcito online “com eficiência, com determinação e, sobretudo, com uma grande concertação”.
Depois de uma proposta do Livre para alterar o regime dos jogos online e das apostas ter sido chumbada no parlamento, pelo PSD e CDS, o governante anunciou que o Governo vai aprovar “neste verão” nova legislação “para atualizar as regras sobre o jogo online”.
Classificando o fenómeno como “uma praga”, referiu a necessidade de “combater o fenómeno” ao nÃvel da fiscalização e da punição, mas também da “prevenção ativa” e na “consciencialização dos cidadãos sobre os perigos do jogo ilegal”.
“O jogo ilegal online destrói muita gente, muitas famÃlias, muitas pessoas, e também é péssimo para a economia”, assinalou.
Alertou ainda que o fenómeno do jogo ilegal online “está a crescer muito depressa”, também porque “criou-se um pouco a ideia de impunidade em tudo o que é fraude digital”.
“É por isso que vos faço um apelo. Se precisarem de mudar as regras, sugiram-no. Se for preciso mudar as leis para permitir mais facilmente combater este problema, sugiram-no. O Governo está cá para isso”, disse ainda, dirigindo-se aos parceiros da campanha.
Na mesma sessão, o diretor-geral do Consumidor, Jorge Seguro Sanches, explicou que os objetivos da campanha passam por “dar aos consumidores mais informação sobre os riscos do jogo ilegal online”, um fenómeno que põe em causa “a situação económica, mas também a vida das pessoas”.
O diretor nacional da PolÃcia Judiciária, Carlos Cabreiro, enumerou os riscos do jogo ilegal online, que funciona através de esquemas fraudulentos destinados ao roubo de identidade, fraude financeira e disseminação de vÃrus para espionagem e bloqueio de ficheiros, entre outros crimes que qualificou como sendo “graves”.
A campanha, a ser divulgada através dos canais digitais das entidades envolvidas, conta também com a PJ como entidade parceira, e destina-se a alertar para os riscos associados à publicidade ao jogo ilegal, com especial enfoque nos jovens.
Durante a sessão de apresentação da campanha, foi também assinado um protocolo de cooperação entre a DGC e a PJ nas áreas da defesa dos direitos dos consumidores, do ambiente digital e da investigação criminal, através de formação, intercâmbio de conhecimento e boas práticas, comunicação e divulgação, organização de eventos e partilha de recursos documentais.
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