
Manila, 08 jun 2026 (Lusa) — As autoridades filipinas atualizaram para 31 mortos e uma dezena de desaparecidos o balanço provisório do forte sismo de magnitude 7,8 ocorrido hoje ao largo da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas.
A Autoridade de Gestão de Desastres contabilizou também mais de 130 feridos, noticiou a agência France-Presse (AFP).
O balanço anterior era de 12 mortos e duas centenas de feridos.
O sismo ocorreu às 07:37 locais (00:37 em Lisboa) a uma profundidade de 55 quilómetros, informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O forte abalo provocou o desabamento de vários edifÃcios, no dia de regresso à s aulas no arquipélago do Sudeste Asiático.
Num vÃdeo divulgado nas redes sociais e autenticado pela AFP, estudantes reunidos no pátio escolar durante os abalos na provÃncia de Davao do Sul gritam ao verem um edifÃcio da escola desabar.
“Senhor, desabou mesmo! Desabou mesmo! O edifÃcio desabou mesmo!”, grita uma testemunha na escola, no vÃdeo.
Noutro vÃdeo filmado na provÃncia de General Santos, é um edifÃcio de vários andares que alberga um restaurante de ‘fast-food’ que se desintegra.
Mais de uma dezena de réplicas foram registadas após o abalo principal, incluindo uma de forte magnitude de 6,5, de acordo com o USGS.
Tendo em conta as buscas que ainda decorriam e as informações que estavam a chegar, o balanço de 31 mortos poderá aumentar, admitiram as autoridades locais.
Em General Santos, na ilha de Mindanao, a AFP observou equipas de socorro a procurar os corpos soterrados de dois funcionários de uma popular cadeia de supermercados.
Rene Punzalan, responsável pela gestão de desastres na provÃncia de Sarangani, duramente atingida, afirmou que 14 pessoas morreram apenas no municÃpio de Glan.
“Ocorreu um deslizamento de terras imediatamente após o sismo e muitas vidas foram perdidas” quando várias casas ficaram soterradas, declarou, acrescentando que algumas zonas ainda não comunicaram informações sobre eventuais vÃtimas.
“O maior desafio é a comunicação. A eletricidade foi cortada, pelo que é difÃcil obter informações”, disse Punzalan.
O Centro de Alerta de Tsunamis do PacÃfico (PTWC), no Hawai, alertou para o risco de tsunami ao longo das costas das Filipinas, da Indonésia, de Taiwan e até do Japão.
As autoridades filipinas apelaram aos habitantes das regiões costeiras para que se retirassem para zonas mais altas após o abalo.
O Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., suspendeu as aulas nas zonas afetadas de Mindanao e apelou aos residentes das zonas costeiras para que abandonassem o local imediatamente.
“Abriguem-se já num terreno mais elevado. Não esperem. A vossa vida é mais importante do que tudo o que deixam para trás”, declarou.
Em Kiamba, uma cidade costeira próxima do epicentro, cerca de 50.000 habitantes refugiaram-se longe da costa.
Durante a tarde (hora local), as autoridades das Filipinas e da Indonésia levantaram os alertas de tsunami.
Situadas no “Anel de Fogo do PacÃfico”, uma zona de atividade sÃsmica intensa, as Filipinas sofrem sismos quase diariamente.
Em outubro de 2025, um forte sismo atingiu o centro do paÃs, causando 76 mortos.
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