
Beirute, 06 jun 2026 (Lusa) — O exército israelita disse hoje ter atacado “cerca de 150” posições do movimento islamista libanês Hezbollah nas últimas 48 horas no sul do Líbano, entre depósitos de armas e quartéis-generais.
Em comunicado, as forças israelitas afirmam ter atacado “depósitos de armas, quartéis-generais [e] lançadores” de mísseis ou foguetes.
O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, tem vindo, entretanto, a denunciar os “ataques israelitas incessantes, que continuam impunes”, apesar do cessar-fogo que supostamente está em vigor.
Por outro lado, o exército israelita voltou hoje a apelar à evacuação de cinco aldeias no sul e no leste do Líbano, em antecipação a novos ataques.
Várias localidades do sul foram bombardeadas, segundo a Agência Nacional de Informação Libanesa (Ani). Por seu lado, o Hezbollah afirmou ter atacado soldados israelitas, também no sul do Líbano.
O chefe do exército libanês, Rodolphe Haykal, está a caminho do Paquistão, principal mediador nas negociações destinadas a pôr fim à guerra desencadeada pelo ataque israelo-americano de 28 de fevereiro ao Irão, com o objetivo de se encontrar com o seu homólogo Asim Munir, informou hoje o exército libanês.
As negociações estão estagnadas desde o cessar-fogo concluído em 08 de abril. Os meios de comunicação iranianos afirmaram no início da semana que o Irão tinha suspendido a sua participação devido à ofensiva de Israel no Líbano contra o Hezbollah pró-iraniano.
Os Estados Unidos pretendem tratar este assunto separadamente, mas Teerão sempre exigiu que o Líbano fosse parte integrante das negociações.
Os ataques israelitas ao Líbano causaram mais de 3.560 mortos desde o início da guerra, de acordo com o último balanço das autoridades. Do lado israelita, 27 soldados e um contratado civil foram mortos no Líbano, segundo o exército.
SV // MLL
Lusa/Fim
