
Lisboa, 06 jun 2026 (Lusa) — Os escritores Maria Grazia Calandrone e João Luís Barreto Guimarães são alguns dos autores que marcam presença hoje na Noite da Literatura Europeia, que regressa a Lisboa, com obras de diferentes países europeus.
Este ano, a celebração da literatura europeia junta-se às Festas de Lisboa, apresentando um total de dez sessões de leituras encenadas, entre as 19:00 e as 23:30, em espaços públicos e privados da zona do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade.
Áustria, Bélgica, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia são os países que o percurso da literatura europeia contemporânea vai atravessar hoje, segundo a organização.
Da Áustria chega “A Capital”, de Robert Menasse, Prémio do Livro Alemão, uma obra na qual a Europa se revela nos bastidores de Bruxelas, entre ironia política e destinos cruzados, numa leitura de Maria Ana Filipe apresentada no espaço atmosfera m.
A Bélgica apresenta “Eu Que Não Conheci os Homens”, de Jacqueline Harpman, distinguida com o Prémio Orlanda, com leitura de Maria d’Oliveira, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna.
Estónia revela “Não espere nada”, de Indrek Koff, autor premiado com o Prémio J. H. Erkko, com leitura de Jorge Mourato, na Sociedade Nacional de Belas Artes — Galeria de Arte Moderna.
Da Finlândia chega “A Existência da Vida”, de Iida Turpeinen, também distinguida com o Prémio J. H. Erkko, com leitura de Amélia Caldas, também na Sociedade Nacional de Belas Artes.
França regressa com “A tua promessa”, de Camille Laurens, vencedora do Prémio Femina, numa leitura de Emmanuelle Jonvel, na Sala Rank do Cinema São Jorge.
A proposta da Grécia é “O Gene da Dúvida”, de Nikos Panayotopoulos, autor premiado em Salónica pelo seu trabalho no cinema, com leitura de Henrique Gomes, no Foyer do Cinema São Jorge.
Da Hungria chega “O Tango de Satanás”, de László Krasznahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025 e Prémio Man Booker Internacional, uma obra visionária sobre o colapso e a desagregação de uma comunidade rural, com leitura de Virág Dér-Boldog, no Instituto da Vinha e do Vinho — Sala dos Embaixadores.
Itália apresenta “Escrito com Sangue na Água,” de Maria Grazia Calandrone, finalista do Prémio Strega, com leitura de Rita Brütt, na Eleventy Milano, Lisboa.
O Luxemburgo propõe “Léa ou a Teoria dos Sistemas Complexos”, do dramaturgo e académico De Toffoli, numa leitura de Carolina David, no pátio da Universidade Autónoma de Lisboa.
A Polónia apresenta “Lunáticos”, de Adam Fyda e Marek Ospalski, por Cláudio Henriques, no Museu Medeiros e Almeida — Sala do Lago.
“Mediterrâneo”, de João Luís Barreto Guimarães, Prémio Pessoa 2022, é a obra proposta por Portugal este ano, um livro de poesia no qual viagem, cultura e memória se transformam em mapa interior, com leitura de Manuel Wiborg, na Sala de Exposições do Camões Instituto.
Do Reino Unido, chega “A Livraria dos Segredos”, de Kerry Barrett, romance que cruza espionagem e livros na Lisboa da Segunda Guerra Mundial, com leitura de Ulisses Ceia e Mariana Pinheiro, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala da Presidência.
A Roménia traz “Kaddish”, de Radu Vancu, por Nuno Pinheiro, no Instituto Cervantes – Biblioteca Gonzalo Torrente Ballester.
A escritora espanhola Layla Martínez, autora de “Caruncho”, “por motivos de força maior” não participará na iniciativa, ao contrário do anunciado, mas a sua editora, Antígona, manterá a presença no Instituto Cervantes com o projeto “Semente de Dissidência”.
A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa da EUNIC Portugal, rede de institutos culturais e embaixadas da União Europeia. A edição deste ano é organizada com a Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC/Lisboa Cultura, a Rede de Bibliotecas de Lisboa BLX, a representação da Comissão Europeia em Portugal, a Europa Criativa, a Associação Avenida, a Junta de Freguesia de Santo António, o Plano Nacional de Leitura, a Majestil, El Corte Inglés e a APEL.
AL/MAG // MAG
Lusa/Fim
